quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

 

TEMAS & CANTIGAS 

 
No silêncio do catre
tenho ouvido canções
que me levam até vocês.
Em cada arpejo
uma lágrima silenciosa
maneia meu pensamento,
mas não é só sofrimento.
É um misto de percepção da
inexorabilidade do tempo,
mas acima de tudo
gratidão e orgulho
por tê-los tido como Pais.
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Poema TEMAS & CANTIGAS de Daniel Machado. O autor mora em Alvorada, RS, e é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA).
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CRISÓSTOMO 
 
Frases começadas com A: uma para cada dia do mês. 

01|A prevenção é o melhor remédio.
02|A propaganda é a alma do negócio.
03|A propósito…
04|A própria!
05|A quem interessar possa.
06|A recíproca é verdadeira.
07|A repetição é a mãe do aprendizado.
08|À sete palmos.
09|A sorte é filha do preparo com a oportunidade.
10|A tendência é só melhorar. 
11|A tendência é só piorar.
12|A tentativa é livre.
13|A toque de caixa.
14|A última bolachinha do pacote.
15|A última Coca-Cola do deserto.
16|A última dança.
17|A última pá de cal.
18|A união faz a força.
19|A única certeza da vida é a morte.
20|A única coisa que ninguém pode te tirar é o conhecimento.
21|A vaca foi pro brejo!
22|A verdade dói.
23|A verdade nua e crua.
24|A verdade que não quer calar.
25|A vida é bela.
26|A vida é boa, a gente é que complica.
27|A vida é um sopro.
28|A vida é uma caixinha de surpresa.
29|A vida é uma só.
30|A vida é uma vela.
31|A vida, como ela é.

 Mês que vem tem mais!

Natural de Alvorada, RS, Deodato Júnior é motorista de aplicativo e palestrante. Criativo e versátil, o autor costuma criar diferentes pseudônimos para suas obras. São os casos de Salomau, criado para os livros O Lobisomem do LeprosárioProvérbios de Salomau e Teste Vocacional para Motoristas de Aplicativo e; de Crisóstomo, nas obras A Bruxa da Bom JesusHistórias que até Zeus duvida e Boca Braba.
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N.E. Frases retiradas do livro Boca Braba (Editora Meia-noite, 2025).
Clique aqui e leia outras postagens das frases de Crisóstomo.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

  

A FIGUEIRA

  

Eu a olhava de  baixo para cima 
Sentindo toda energia e magnitude centenária 
Que brotava em seus galhos 
Sua copa arremetia a uma coroa ancestral 
Transmitindo sabedoria e esplendor 
Fico imaginando quantas pessoas ali 
Passaram entre suas sombras 
Quantos piqueniques já acolheu 
Quantos casais a enamorar
Quantas pessoas a se abrigarem 
Por isso, ao passar  não deixo de reverenciar
Pois quantas oferendas e quantos pedidos com
diversas energias por ali passaram contemplando 
A sagrada majestade a "Figueira". 
 
Morador de Porto Alegre, RS, Rony Moreira é professor, poeta e radialista. Autor da fábula MACHADINHO: O PINTINHO SONHADOR, tem vários textos publicados nas coletâneas VOZES ALVORADENSES e 20 POEMAS PARA NOVEMBRO (Volumes 1, 2 e 3).
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Poema, A FIGUEIRA, de Rony Moreira
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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

 

A CULTURA

 
A cultura canta e encanta
ama e refaz
nutre  e se satisfaz
A cultura
tem paixão
amor e atração
A cultura
é misteriosa
ardente e sorridente
A cultura
sobrevive das pessoas que
acreditam nela
na resistência, como uma fênix,
A cultura
é a força do povo,
das comunidades, das periferias
A cultura
é a base daqueles que confiam. 
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Poema A CULTURA de Cristina RibeiroJade Poeta. A autora mora em Alvorada, RS, e é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA).
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1 9 7 0
Parte I
Penso em morte, penso em 1970, penso em morte por afogamento.
Péssimos pensamentos, considerando que nasci no final nos anos 1970 e, portanto, não deveria pensar em uma época que só existe para mim por meio de informações da internet, filmes e séries.
Mas... sempre que penso naquele período, sinto como se o sol tivesse aquecido minha pele por algum tempo, sinto que não tinha muito dinheiro, que vivia em uma cidade enorme e, de vez em quando, acho que me envolvi em alguns crimes. Não de todo um mau caráter, mas um pouco, talvez dobrasse as regras conforme visse necessidade. Acho que foi o meu fim naquela década. Talvez.
Me lembro bem de um escritório que visitei em pensamento, era amplo, várias mesas espaçadas com tampo de laca verde claro, muitos papéis e vários cinzeiros. Deus, até sinto vontade de fumar e cumprimentar alguns amigos, Pedro, o sr. Freitas, o sr. Zeferino e fumar com eles enquanto tomamos café preto e conversamos sobre o trabalho. Pedro e sua esposa doente, Freitas e suas duas amantes com saídas semanais para ir ao cinema. O sr. Zeferino, velho demais para contar causos da esposa, mas muito rápido para jogar no bicho e fazer outras apostas. Jogava sinuca muito bem, eu lembro, quando penso nisso.
Estão todos mortos hoje, eram homens com cerca de quarenta ou cinquenta anos, não os vi mais aqui, a não ser quando penso nos anos 1970 em uma época que não vivi. Bons tempos. Não sei se concordo com essa afirmação o tempo todo. Eu era pobre, tenho certeza disso. Era inconstante, era solitário e vivia observando as pessoas que passavam na rua em frente a casa em que vivia em um bairro mais afastado. Tinha um murinho baixo de tijolos aparentes, dava para olhar as moças, os rapazes, de vez em quando a polícia passava. Ninguém ficava parado muito tempo em lugar nenhum. Ficava ali, observando, pensando, fumando.
Mais tarde, naqueles dias, saía de casa, um lar vazio, a esposa tinha ido embora com meu único filho já fazia algum tempo, no final dos anos 1960, e dessa época não sinto saudade alguma. Como dizia, saia de casa, pegava um ônibus, ia até uma casa noturna na zona norte, no Sarandi. Tinha uma mulher que eu visitava de vez em quando, quando tinha algum dinheiro já separado pra isso. Pra comprar o pão às vezes me faltava.
Ela se chamava Solange, era loura, tinha o cabelo crespo, muito ondulado, olhos castanhos claros e a boca com um batom vermelho forte. Nem sempre gostava de me ver, acho. Enjoara de mim, mas não eu dela. Nem pra cerveja eu tinha, então ia direto aos finalmentes. Depois, perguntava alguma coisa sobre ela, sobre a vida, se era casada, se tinha alguém. Ela punha o robe fino, escondia o corpo e sua intimidade. Apenas abria a porta e eu ia embora.

Ben Schaeffer é escritor, advogado e contador. Natural de Porto Alegre, reside em Alvorada, RS. Ávido leitor, lê vários gêneros, desde livros de ficção científica, de fantasia e de mistério até histórias em quadrinhos. É autor do livro Dan Plaggo Porto das Bruxas e da série Histórias do Reino de Puphantia (O Grande Assalto e Os Fantasmas de Puphantus).  

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Conto, do autor, 1970.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

- BAGUNÇA E ARRUMAÇÃO 
Nathiele Fagundes é contadora de histórias e autora dos livros infantis CADA PEDAÇO MEU e BAÚ DE HISTÓRIAS MANEIRAS. A escritora é historiadora, especialista em História e Cultura Afro-Brasileira e está cursando pedagogia. Mora em Alvorada, RS (nathicontandohistorias@gmail.com). 
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História infantil, BAGUNÇA E ARRUMAÇÃO, da escritora e ilustradora Marilia Pirillo. 
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SÉRIE NA PRANCHETA
Desenhando 
O escritor Adão de Lima Jr. é ilustrador, editor e quadrinista. (Mora em Alvorada, RS). 
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Postado, pelo artista, no dia 10 de novembro de 2025, em seu canal do YouTube.
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