segunda-feira, 9 de março de 2026

 

O INSPIRAR DA CHUVA

 

Nesse dia de chuva senti, Vontade de escrever e Evoluir, Seguir trilhando o caminho, Onde logo à frente continuarei, Brilhantemente transcendendo, Dimensões em Minha Mente, Traquejo Social, Fluência, Quanto mais praticar mais vou, Construir um Futuro a seguir, Que ficará na Lembrança, De quem Ler, quando EU aqui, Não mais existir!

Janaína Rosa é natural de Porto Alegre e reside em Alvorada, RS. Cabeleireira, artesã, cantora e compositora, a escritora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). Começou escrevendo letras de músicas e poemas para o Instituto Ecovox. Em 2023, teve o poema Sintonia do Mar selecionado para o concurso Poeta Passageiro: poesia na viagem. A autora foi presidente da Associação de Músicos de Alvorada (AMUSA) e é vice-presidente do Instituto Alvorecer. Neste ano, teve o poema Bairro Passo do Feijó selecionado para a coletânea Alvorada por 60.

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Poema O INSPIRAR DA CHUVA.
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VIVA A VIDA

 

Sentado na praça, pensando... A vida vai a vida, vem, O relógio do tempo gira, E tudo vai passar, E gente que vai, É gente que vem, Cada um com sua história, O relógio do tempo passa, E o tempo vai passar, Viva, cante, faça o que poder, Viva, ame, a vida é uma só, Então vá viver.
 
Natural de Alvorada, RS, Henrique Domingues é  membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). É compositor, músico e poeta. 
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Poema VIVA A VIDA.
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sábado, 7 de março de 2026

 

QUARESMA, A PAUSA NECESSÁRIA

A Quaresma é um período de 40 dias, no calendário litúrgico cristão, focado na preparação para a Páscoa (a ressurreição de Jesus). Marcado por oração, penitência e jejum, é um tempo em que a comunidade cristã é convidada à conversão interior, reflexão e recolhimento. Os fiéis são chamados a renovar a sua fé.
Mas será que, na época em que vivemos, este convite não deve ser estendido a toda a população, independentemente da sua convicção religiosa?
Considero que hoje, com o ritmo acelerado em que vivemos, é necessário abrandar, refletir e fazer uma “limpeza” — interna e externa — quase como um detox emocional moderno. Uma pausa que desfaça o excesso do quotidiano e devolva espaço ao essencial.
Este tempo pode ser abraçado como um período de preparação para a travessia entre ciclos de vida — um intervalo sagrado entre o que já não serve e o que ainda não nasceu.
Assim, somos convidados a uma disciplina assente em quatro pilares:
Jejum, que se afigura como uma limpeza do corpo e da alma, extravasando a renúncia de comida: pressas, ruído mental, redes sociais, expectativas irreais e culpas antigas.
Abstinência, expressa numa renúncia voluntária para fortalecer o autodomínio, o autoconhecimento e o autocontrolo.
Esmola, promovendo ações de partilha e ajuda aos mais necessitados.
Oração, aumentando o tempo de reflexão e meditação — um regressar ao silêncio onde a vida encontra sentido.
Na minha juventude, os eventos tradicionais eram muito participados e vivenciados com alegria e fé. Recordo com carinho a participação nas procissões da Semana Santa e as igrejas decoradas com vestes roxas.
A Quaresma é um tempo de subida ao Monte das Oliveiras para nos encontrarmos com Deus e de descida do Monte para nos encontrarmos connosco — uma viagem que começa no sagrado e termina no íntimo, lembrando-nos que, para renascer, é preciso primeiro escolher parar.

Alexandra Ferreira é autora de Sombras com Rosto (romance, 2019) e de Um Verão Sem Ti (antologia de contos, 2023). Portuguesa, natural de Viseu, reside no Porto. É engenheira civil, pós-graduada em Direção de Empresas e mestre em Engenharia Rodoviária. A escritora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA), integrante do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL) e do canal Liga dos 7, no facebook. Escreve para revistas literárias e clubes de leitura. Participa, ativamente, de congressos, sendo coautora de diversos artigos científicos.
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Crônica postada, em 03 de março de 2026, pela autora, no canal Liga dos 7, no Facebook.
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sábado, 28 de fevereiro de 2026

 

A ARTE DE CRIAR

Mesmo estando enquadrado o ser humano como o ser capaz de pensar e criar, ainda assim, a "arte da criação" é a causa da famosa tremura nas pernas que antecede àquela sensação de "frio na barriga"  o medo sutil e ativo. 
Se em outras gerações, à volta de uma clareira a céu aberto, iam-se desvendando mistérios em lendas e "causos", ou mesmo à luz de uma pequena lamparina a querosene: o ambiente mágico, demonstrado no rosto cheio de expressões e gestos, narrava do corriqueiro à histórias fascinantes, onde, na certa, o moleque que as escutava traçava forma ao cenário e às personagens. E, como em um "estalar de dedos", o campo aberto, limpo, pronto para nele semear a sua criatividade, onde em zelosos cuidados: o hábito contido de leitura  de mero passatempo ao então prazer  adensava, ao "seu mundo", movimentos vivos, penetrantes. Hoje, já não se pode, da mesma maneira, ativar a criatividade: base para a construção do bom conto, novela ou romance.
Deve-se, em primeiro lugar, estabelecer o "convívio" com as palavras; não adorná-las de requinte, e sim entendê-las. Parece, ao deixar assim definido, quão vago esse método, pouco adiantará. Entretanto, pouco a pouco o hábito se faz; não o deixa; o enlaça; o envolvendo no seu íntimo e, à esta hora, começará a correr nas veias e artérias.
O início de sua trajetória está começada, no entanto, longe de desembarcar: agora começa a afeição  a arte de criar.

O escritor Anderson Vicente é professor de História e graduado em Gestão Ambiental, com pós- graduação em Educação Ambiental. Reside em Alvorada, RS, onde ajudou a fundar o Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). Tem diversas participações em coletâneas de contos, crônicas e poemas. É autor dos livros juvenis Às voltas com a caveira Na trilha dos zumbis.

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Crônica A ARTE DE CRIAR, publicado no livro Alvorecendo: Escritores e Poetas de Alvorada, RS (coletânea de contos do Clube dos Escritores de Alvorada, 2002).
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SAIA


Na saia curta a presença
(ou ausência) da tua inocência
ou mesmo a crença
de que a idade
é questão de urgência.

O escritor Sérgio Vieira Brandão é professor, psicólogo, editor e membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). Gaúcho, nascido em Alvorada, tem mais de 300 livros publicados para diferentes públicos. Mora em Tramandaí, RS (sergio.escritor@gmail.com). 
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Poema da coletânea POEMAS DE AMOR ADOLESCENTE, Editora SVB Edição e Arte, de 2010. 
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

 

CRISÓSTOMO 
 
Frases começadas com A: uma para cada dia do mês. 

01|A vingança é um prato que se come frio.
02|A vingança, a Deus pertence.
03|A voz do povo é a voz de Deus.
04|Abafa o caso.
05|Abaixo do cocô do cavalo do bandido.
06|Abobado da enchente. 
07|Abortou a missão.
08|Abram alas, pra eu passar.
09|Abraço de tamanduá. 
10|Abraço de urso.
11|Abre o jogo!
12|Abre o olho!
13|Abre-te sésamo!
14|Abriu as perninhas.
15|Abriu os dedos.
16|Abusado!
17|Acabou a bateria.
18|Acabou a pilha?
19|Acabou o encanto.
20|Acabou pra ti.
21|Acabou! 
22|Acalma o coração!
23|Aceita, que doi menos.
24|Acendeu uma luz vermelha.
25|Acertou bem no bebedor de lavagem.
26|Acertou em cheio.
27|Acertou na mosca!
28|Acertou o passo.

 Mês que vem tem mais!

Natural de Alvorada, RS, Deodato Júnior é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). Escreve, realiza palestras e já foi motorista de aplicativo — período que serviu de laboratório para várias de suas histórias. Criativo e versátil, o autor costuma criar diferentes pseudônimos para suas obras. São os casos de Salomaucriado para os livros O Lobisomem do LeprosárioProvérbios de Salomau e Teste Vocacional para Motoristas de Aplicativo e; de Crisóstomo, nas obras A Bruxa da Bom JesusHistórias que até Zeus duvida e Boca Braba. 
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N.E. Frases retiradas do livro Boca Braba (Editora Meia-noite, 2025).
Clique aqui e leia outras postagens das frases de Crisóstomo.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

 

SOLO ÁRIDO 

 
Aridez, deserto entranhado
no escopo de uma alma translúcida
subjetividade  assolada  em escombros
o ser de ontem amalgamado com  reminiscências
e um futuro já não tão incerto.
O livro distópico de 1935
trazia com afinco verdades palpáveis
atemporais no jornal da manhã.
O livro era atual ou não mudamos
como me disse um amigo?
Sangro com que vejo.
Sangro com o que ouço.
Sangro por perder desejos e ensejos
em um gracejo de palavras não ditas
proscritas mal(ditas).
A cigarra canta freneticamente
indiferente ao fim que se aproxima,
me perco na rima
no olhar da bailarina
que já não dança em meus sonhos
pulverizados pela minha descrença.
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Poema SOLO ÁRIDO de Daniel Machado. O autor mora em Alvorada, RS, e é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA).
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