quinta-feira, 30 de abril de 2026

 

Ó, BELA ALVORADA!


Ó, bela Alvorada! Cidade, 
Aqui, do Rio Grande do Sul. 
A capital da solidariedade. 
Qual povo vive sob este céu azul?

O alvoradense, amigo, gentil, 
Agradável e hospitaleiro. 
Igual anfitrião jamais se viu 
Em outro solo brasileiro!

De Passo do Feijó já foi chamada, 
Outrora Distrito de Viamão.
Ó, município bendito! Alvorada, 
Teu povo te ama de coração.

O escritor Anderson Vicente é professor de História e graduado em Gestão Ambiental, com pós-graduação em Educação Ambiental. Reside em Alvorada, RS, onde ajudou a fundar o Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). Tem diversas participações em coletâneas de contos, crônicas e poemas. É autor dos livros juvenis Às voltas com a caveira Na trilha dos zumbis.

_________________________
 Clique na imagem do autor nas palavras coloridas (Biografia e Nota de Rodapé).

Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

 

LUGAR ESCONDIDO


Um velho barco de pesca
surgiu no mar com a noite
trouxe com ele escuroestrelaeluar
que estavam escondidos
muito longe do olhar
vagou na espuma da noite
à busca de sentimentos
impossíveis de achar.

O escritor Sérgio Vieira Brandão é professor, psicólogo, editor e membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). Gaúcho, nascido em Alvorada, tem mais de 300 livros publicados para diferentes públicos. Mora em Tramandaí, RS (sergio.escritor@gmail.com). 
_________________________
Poema da coletânea POEMAS DE AMOR ADOLESCENTE, Editora SVB Edição e Arte, de 2010. 
Clique na imagem do autor nas palavras coloridas (Biografia e Nota de Rodapé).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

terça-feira, 28 de abril de 2026

 

GUERREIRA

 

Me chama de guerreira
Mas sei que não sou
Sou uma mulher forte e batalhadora
Que desabrochou
Como uma flor.
_________________________
Poema GUERREIRA de Cristina RibeiroJade Poeta. A autora mora em Alvorada, RS, e é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA).
Clique na imagem do autor nas palavras coloridas (Nota de Rodapé).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

 

POR QUE EU SOU IRRITANTE?

Ontem me perguntaram por que eu sou irritante. Além do senso de humor da pergunta, que também era uma afirmação, há coisas para dizer a respeito.
Levando em consideração a minha admiração por Sócrates, e outras figuras históricas que foram perseguidas, presas e mortas por defenderem ideias que feriam o status vigente, creio ser uma tendência minha procurar o atrito de verdades não ditas com hipocrisias e quívocos constituídos.
Uma pessoa não dada ao ato da reflexão e do estudo epistemológico aceita e reproduz comportamentos que trazem cargas de injustiça e erros provenientes do passado. Pois foi nesse passado que certas hegemonias de poder afirmaram esses valores.
Estes valores sendo decrépitos e deturpados, muitas vezes se passam pelo único status aceitável, como uma realidade intrínseca, cristalizada e perene.
Desta forma as sociedades que não cultivam valores filosóficos só podem seguir na direção da injustiça social, do totalitarismo e do fanatismo religioso e político.
Talvez eu seja irritante porque gosto de provocar e evidenciar contradições que ofuscam o brilho dos gestores desses valores decrépitos. Mas não é verdade que eu seja totalmente irritante, há quem até goste de beber cerveja comigo e sorrir.

Graduado em História, o escritor Everton Santos, autor do livro O SOL DOS MALDITOS, é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA) e coordenador dos eventos Feira Alternativa e Ensaio de Ruamúsico da banda de punk rock Atari e apresentador do canal, no YouTube, Consciência Histórica. Mora em Alvorada, RS.
_________________________
Crônica, postada, em 01 de abril de 2026, pelo autor, em sua página no Facebook
Clique na imagem do autor nas palavras coloridas (Biografia e Nota de Rodapé).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

segunda-feira, 27 de abril de 2026

 

- SULWE
Nathiele Fagundes é contadora de histórias e autora dos livros infantis CADA PEDAÇO MEU e BAÚ DE HISTÓRIAS MANEIRASA escritora é historiadora, especialista em História e Cultura Afro-Brasileira e está cursando pedagogia. Mora em Alvorada, RS (nathicontandohistorias@gmail.com). 
_________________________
História infantil, SULWE, da escritora Lupita Nyong'o. 
Clique na imagem do autor nas palavras coloridas (Título, Biografia e Nota de Rodapé).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

 

SÉRIE NA PRANCHETA
 
(ou Arzach Harzack Harzac Harzakc) de moebius
O escritor Adão de Lima Jr. é ilustrador, editor e quadrinista. (Mora em Alvorada, RS). 
_________________________
Postado, pelo artista, no dia 26 de abril de 2026, em seu canal do YouTube.
  Clique na imagem do autor e nas palavras coloridas (Título, Biografia e Nota de Rodapé).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

  

A ESPERA
PARTE i
Estava no beco escuro, sentado sobre um carro velho abandonado enquanto fumava um cigarro. Recebera uma incumbência. Fazer a receptação das drogas com um parceiro de negócios. Mandaram que fosse sozinho, dando-lhe apenas um revólver trinta e oito e um boa sorte. Era parente do dono da boca, de confiança e esperto. Disseram tudo isso, mas afora a questão de ser realmente primo de Romildinho Humildão não achava que os demais adjetivos estivessem exatamente corretos. E outra, caso a polícia aparecesse o que ia fazer? Se ferrar sozinho, isso sim.
Tentara falar com Humildão, que simplesmente lhe dera um tapa na nuca e gritara o mandando fazer o que tinha ordenado. Sem muita opção, lá estava ele, fumando e bebendo enquanto esperava. Àquela hora a cerveja tinha acabado e cheirara uma carreira inteira antes pra dar coragem junto de um comprimido de Rivotril pra controlar o excesso que a coca tinha proporcionado.
Ouviu barulho vindo do caminho estreito que levava até o beco, era o som de passos suaves que ele esperava vir de uma tocaia. Querem é me matar, tô vendo. Gritou, questionando quem se aproximava e ouviu um miado em resposta. Porra de gato filho da puta. Depois do miado o animal apareceu finalmente, o rabo convertido em ponto de interrogação, o pelo rajado de um legítimo vira-lata. Afugentou o felino que foi embora com o rabo reto em exclamação, certamente ofendido com a falta de respeito.
Voltou a sentar sobre o capô do carro, ficou ali matutando. Onde tão esses caras? Demora do cacete, não cumprem horário não? Tenho mais o que fazer. Não tinha, mas achava que o tempo ocioso gasto em casa fumando e bebendo era mais útil do que ficar por ali na espera.
Voltou a lembrar da polícia. 
Certa vez, tinha sido pego em uma ronda pela brigada militar. Dissera uma gracinha pra um dos milicos que, em resposta, lhe dera com o cacetete em cheio no saco. Despencara no chão em seguida e desde então tinha dores frequentes nos ovos. Quase fizeram omelete, aqueles porcos. Fez uma careta, olhou para o relógio, que demora. Dá tempo de mais uma carreirinha. Deve dar, deve dar. Pegou o pacotinho que tinha no bolso, ajeitou tudo e cheirou a farinha branca rapidinho. O baque foi instantâneo. Viu estrelas no céu noturno como se o firmamento fosse coisa inteiramente nova.
Empolgou-se, fez alguns passinhos no beco escuro, fantasiou que dançava com a Dulce, morena do bairro e mulher do chefe, seu primo. Ô mulher dos infernos, vivia lhe provocando, sabedora de que se os pegassem o destino dos dois seria em latões em chamas, mas a mulher não se importava, lhe fazia gestos, andava com pouca roupa, até lhe acariciava a nuca de vez em quando. Mas me dar que é bom, dá não, dá não.

Ben Schaeffer é escritor, advogado e contador. Natural de Porto Alegre, reside em Alvorada, RS. Ávido leitor, lê vários gêneros, desde livros de ficção científica, de fantasia e de mistério até histórias em quadrinhos. É autor do livro Dan Plaggo Porto das Bruxas e da série Histórias do Reino de Puphantia (O Grande Assalto e Os Fantasmas de Puphantus).  

_________________________
Conto, do autor, A ESPERA.
 Clique na imagem do autor nas palavras coloridas (Título e Biografia).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo: