quinta-feira, 15 de outubro de 2026

 

A SAUDADE BATEU


Deixou-me sem sentido; 
Sem ruído; 
Sem juízo; 
Perdido entre os meus botões. 

Uma saudade louca e dês varrida; 
Uma saudade em prantos; 
Um rebelde que chora sozinho; 
Por onda meus sonhos. 

As folhas caem; 
A flora troca de roupagem; 
As árvores sobrevivem apesar de sua violação; 
O esplendor da natureza. 

Ventos fortes se aproximam; 
Sinais de alerta; 
A natureza indomável; 
Vai reclamar com Deus. 

Sou um sobrevivente do tempo; 
Sou eu, da saudade a realidade; 
Sou a ilusão devastadora; 
Sou eu que não desisti de mim, a vida continua lá fora.

Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
O escritor carioca Paulo Menezes é contador e administrador de empresas. É autor dos livros Poetizei Reflexões e Emoções e Castelos e Retalhos.
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Poema A SAUDADE BATEU. 
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FELIZ DIA DOS PROFESSORES.

 

Parabéns professores, pela linda profissão. Estão sempre ensinando, com a maior dedicação. Hoje em dia para estudar, não tem cor nem idade. Só depende você querer, a sua felicidade. Falo para o mundo, que vale a pena estudar. Porque o meu sonho, começou realizar. Na página da minha vida, estou registrando histórias. De tudo que tenho guardado, dentro da minha memória. Todos os professores, são nossos guias. Se vocês não existissem, nada escreveria. Agradeço a todos, com a minha poesia.
Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!

A escritora Maria Rosa, natural de Santo Antonio da Patrulha, é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA) e, reside em Alvorada, RS. Participou das coletâneas Livro do Trabalhador; Pérolas Ocultas; Somos Alvorada e; Raízes.  Em 2025, publicou o livro de poesia Maria Entre as Rosas, pela Editora Plena Voz. 
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terça-feira, 13 de outubro de 2026

 

O TEU POVO

 

Alvorada terra aguerrida,
De princípios e de valores,
É berço de trabalhadores,
Que lutam pelos seus ideais,
Para poderem entrar para os anais,
De memórias certeiras,
E até mateando nas inverneiras,
Suspiramos sempre ao lembrar...
Que é o raiar para seus moradores,
Adorar...
O sol, que nasce e brilha,
Ao irem trabalhar,
Faz tua história só crescer...
Pois tem tudo que é preciso,
Para ser honrada,
As tuas raízes de muita glória,
Alvorada na história...
De uma gente feliz.
  
Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
Janaína Rosa é natural de Porto Alegre e reside em Alvorada, RS. Cabeleireira, artesã, cantora e compositora, a escritora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). Começou escrevendo letras de músicas e poemas para o Instituto Ecovox. Em 2023, teve o poema Sintonia do Mar selecionado para o concurso Poeta Passageiro: poesia na viagem. A autora foi presidente da Associação de Músicos de Alvorada (AMUSA) e é vice-presidente do Instituto Alvorecer. No ano de 2025, teve o poema Bairro Passo do Feijó selecionado para a coletânea Alvorada por 60.
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Poema O TEU POVO. 
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ATÉ JÁ
A morte não é nada! Esta frase abre a Oração do Adeus de Santo Agostinho. Há notícias que nos apanham desprevenidos, que nos deixam sem ar, sem chão. São episódios dolorosos que temos de viver com coragem e serenidade. Quando parte alguém de quem gostamos muito, um pedaço da vida em conjunto parte com essa pessoa. Na última sexta-feira, uma pessoa muito querida fechou os olhos para este mundo, abrindo-os, espero eu, para outro ainda mais belo. Era um homem muito especial, um primo querido que adorava viajar, confraternizar, desfrutar da vida e amava viver. Nestes momentos, nunca encontro as palavras certas para a hora da despedida. Talvez porque para mim seja muito difícil dizer adeus de uma forma definitiva, e aceitar que jamais vamos poder partilhar tempos juntos. Em apenas um mês perdi dois amigos muito especiais: um que conheci em ambiente de trabalho, mas que, ao fim de um curto período, trocou o título de colega pelo de amigo, estatuto que nos uniu durante uma década; o outro que me viu nascer e com o qual convivi durante mais de cinco décadas. As perdas são perdas. Ninguém ocupa o lugar vazio deixado por alguém querido. Retomando as palavras sábias de Santo Agostinho: "Eu não estou longe. Eu apenas estou no outro lado do caminho." A vida ensinou-me que as pessoas desaparecem apenas fisicamente, permanecendo na nossa memória. A saudade, um sentimento singular que nos faz entristecer, também nos reconforta: apenas temos saudades de quem gostamos e nos fez felizes. Afinal, recordar é reviver as épocas felizes. Invocando novamente esta bela oração: "O fio não foi cortado." Até já, queridos amigos.

Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
Alexandra Ferreira é autora de Sombras com Rosto (romance, 2019) e de Um Verão Sem Ti (antologia de contos, 2023). Portuguesa, natural de Viseu, reside no Porto. É engenheira civil, pós-graduada em Direção de Empresas e mestre em Engenharia Rodoviária. A escritora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA), integrante do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL) e do canal Liga dos 7, no facebook. Escreve para revistas literárias e clubes de leitura. Participa, ativamente, de congressos, sendo coautora de diversos artigos científicos.
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Crônica, ATÉ JÁ, postada, em 14 de setembro de 2026, pela autora, no canal Liga dos 7, no Facebook.
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DEMOCRATICAMENTE
Dia 4. Aconteceram as eleições  no Brasil. E, como manda a tradição, o povo foi às urnas depois de meses assistindo à maior competição nacional de levantamento de sobrancelhas, acusações, memes, promessas e especialistas de última hora.
A verdadeira guerra, porém, aconteceu antes das urnas. Regras foram quebradas, mudadas, reinterpretadas e, em alguns momentos, pareciam escritas no guardanapo de algum candidato desesperado e levado diretamente ao Superior.
Tudo para atender aos pedidos dos nossos ilustres concorrentes, que, quando perceberam que a eleição estava chegando, descobriram uma coisa maravilhosa: a democracia é excelente… desde que ela trabalhe a nosso favor.
Tivemos fake news. Muitas. Algumas eram tão absurdas que davam vontade de perguntar se o autor estava concorrendo à Presidência ou ao Oscar de melhor ficção.
Tivemos ameaças, discursos inflamados, acusações por todos os lados e até embaixadas fechando as portas por precaução. O mundo olhava para o Brasil e provavelmente pensava:
— Eles estão elegendo um presidente ou gravando a próxima temporada de The Walking Dead? 
E chegou o grande dia. As urnas foram abertas. O povo votou. E então aconteceu o acontecimento mais surpreendente de uma eleição: alguém ganhou e alguém perdeu.
Parece simples, não é? Não no Brasil. Aqui, quando o candidato da nossa preferência perde, imediatamente surgem três explicações: O povo não entendeu; O universo conspirou contra;  A democracia precisa ser respeitada… mas o resultado precisa ser revisto.
É curioso. Durante a campanha, todos defendem a democracia com unhas e dentes.
— Viva a democracia!
— O povo é soberano!
— A voz das urnas precisa ser respeitada!
Até que chegue o resultado.
— Mas… esse povo não sabe votar! Tenho vergonha de ser brasileiro…. 
É aí que percebemos que talvez exista uma nova modalidade de democracia: a democracia por encomenda. Funciona assim: você escolhe o resultado, coloca na urna e espera que os outros milhões de brasileiros tenham a gentileza de concordar. Se concordarem, foi democracia. Se discordarem… Bem, aí precisamos conversar sobre a democracia. Talvez ela tenha cometido algum erro de cálculo. 
No fundo, parece que nossa maior dificuldade não é votar. É aceitar que o outro também vota. Porque democracia não é o direito de ganhar sempre. É o direito de perder sem precisar declarar guerra ao país inteiro.
E talvez essa seja a parte mais difícil de todas. A urna não pergunta em quem você queria que o vizinho votasse. Ela simplesmente registra o voto. E depois vem aquela parte incômoda: aceitar o resultado.
Porque, afinal, democracia é uma senhora muito educada. Ela permite que você reclame. Permite que você discorde. Permite até que você fique indignado. Só não prometeu que entregaria exatamente aquilo que você pediu.
E talvez seja justamente aí que esteja a verdadeira prova de democracia: não quando o nosso candidato vence, mas quando perdemos… e ainda assim conseguimos dizer:
— Tudo bem. Na próxima, eu tento convencer o povo. Sem fechar embaixada. Sem inventar regra nova. E, de preferência, sem chamar o vizinho de inimigo da pátria.
Porque eleição passa. O país fica. E a democracia, continua lá… esperando que a gente finalmente aprenda que ela não é um botão de “refazer” só porque não gostamos do resultado.
Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
Residente de Alvorada, RS, a escritora Ironi Jaeger é coordenadora do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL), roteirista do Coletivo Vira-Cena e membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). É autora dos livros O Segredo da Família Romans e Recomeços (Coleção 12 Livros Para Atravessar Um Ano).
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Crônica, DEMOCRATICAMENTE, postada, em 05 de outubro de 2026, pela autora, no canal Liga dos 7, no Facebook.
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CHUVA E BONANÇA

 

E então a chuva cai, Ela pode ser calma, Mas também pode ser forte, Sendo de que forma ela cai, Não importa , somente cai. Após a tempestade vem a Bonança, será? pode ser, Uma calmaria, que trás paz, A tranquilidade que faz bem. Chuva e Bonança, Chuva que vem e vai, Tempestade que passa, E a calmaria que vem.
 
Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
Natural de Alvorada, RS, Henrique Domingues é  membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). É compositor, músico e poeta. 
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