sábado, 6 de junho de 2026

 

NINGUÉM É PERFEITO.

 

fui muito criticada,
mas nunca desisti.
Porque sou forte e corajosa
e não cheguei ao fim.
Tenho os meus defeitos
e também as qualidades.
Não posso julgar ninguém,
porque tenho dignidade.
Cada um tem a sua vida
para fazer o que quiser.
tem que aceitar
tudo aquilo que vier.
Alguns anos atrás
comecei a plantar histórias.
Hoje estou colhendo,
colocando na memória.
Assim, as minhas raízes
vão começar a brotar.
Vão nascer novas histórias,
e alguém vai contar.   

Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!

A escritora Maria Rosa, natural de Santo Antonio da Patrulhaé membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA) e, reside em Alvorada, RS. Participou das coletâneas Livro do Trabalhador; Pérolas Ocultas; Somos Alvorada e; Raízes.  Em 2025, publicou o livro de poesia Maria Entre as Rosas, pela Editora Plena Voz. 
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BRINCAR, RIR E SONHAR
Ser criança é poder sonhar com fadas, duendes e super-heróis. Acreditar no Pai Natal. Brincar com bonecas, carrinhos e jogar à bola. Amar e ser amado.
milhões de crianças em todo o mundo a quem este direito foi retirado, que têm de lutar para se manterem vivas, para ter um prato de comida, que nunca tiveram um lar, nem receberam amor.
Tantas a quem é negada a educação e imposto o trabalho, que sofrem abusos sexuais, físicos e psicológicos.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, todos os dias morrem no mundo cerca de 16.000 crianças menores de 15 anos, das quais mais de 13.000 com menos de 5 anos. A esmagadora maioria destas mortes deve-se a causas perfeitamente evitáveis ou tratáveis.
Neste Dia da Criança, escrevo estas linhas para relembrar que todos os meninos e meninas devem ter o direito de ser crianças — de brincar, rir e sonhar. De serem, simplesmente, felizes.

Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
Alexandra Ferreira é autora de Sombras com Rosto (romance, 2019) e de Um Verão Sem Ti (antologia de contos, 2023). Portuguesa, natural de Viseu, reside no Porto. É engenheira civil, pós-graduada em Direção de Empresas e mestre em Engenharia Rodoviária. A escritora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA), integrante do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL) e do canal Liga dos 7, no facebook. Escreve para revistas literárias e clubes de leitura. Participa, ativamente, de congressos, sendo coautora de diversos artigos científicos.
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Crônica postada, em 02 de junho de 2026, pela autora, no canal Liga dos 7, no Facebook.
N.E.: em Portugal, o Dia da Criança é comemorado em 01 de junho.
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BORBOLETA

 

Borboleta que invade meu
espaço... te saúdo dando
Bom dia! Seja muito bem vinda! gosto
da tua visita. Borboleta que exibe e bate suas
asas, tu tens vária cores, Não importa a cor que seja, Tua beleza me fascina. Borboleta de rara beleza, Eu contemplo teu esplendor, Tu só me trás alegria, Seja noite, ou seja dia, Eu te espero sempre, Sempre com pura alegria.
 
Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
Natural de Alvorada, RS, Henrique Domingues é  membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). É compositor, músico e poeta. 
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Poema BORBOLETA.
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TRAÇADAS LINHAS

 

Quando escrevo, coloco emoção, As palavras vão vindo a mente, Direto do coração... Esse ouvinte que sem medo, Mostra seus segredos que se abrem, Para o mundo revelar, A magia lida encanta, Aos ouvidos que escutam, Pois tocado o âmago, Faz despertar... A imensa vontade, De fazer diferente, Como nunca, ninguém fez, Traçar o objetivo a mente, Acelerar o processo, E deixar a inspiração falar.
 
Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
Janaína Rosa é natural de Porto Alegre e reside em Alvorada, RS. Cabeleireira, artesã, cantora e compositora, a escritora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). Começou escrevendo letras de músicas e poemas para o Instituto Ecovox. Em 2023, teve o poema Sintonia do Mar selecionado para o concurso Poeta Passageiro: poesia na viagem. A autora foi presidente da Associação de Músicos de Alvorada (AMUSA) e é vice-presidente do Instituto Alvorecer. Neste ano, teve o poema Bairro Passo do Feijó selecionado para a coletânea Alvorada por 60.
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terça-feira, 26 de maio de 2026

 

A SOLIDÃO
Ao estacionar o carro, julgou ver luzes no seu apartamento. Não podia ser, tinha certeza de ter apagado todas. Na escada, pensou ouvir a mesma melodia, uma das preferidas na juventude.
Subiu contando os passos, depois acelerou o ritmo, sentindo o som tornar-se mais claro. Do último degrau, avistou o “olho-mágico”, gostaria de poder ver, através dele, o que se passava no interior do apartamento.
Retirou as chaves da fechadura, jogando-as sobre a mesinha da sala. Enquanto retirou o calçado, ergueu a cabeça à procura da vitrola, deixada na varanda. Conseguiu avistá-la no pequeno espaço entre as cortinas.
Suas meias deslizaram sobre o assoalho, enquanto recordava dos anos que passaram. Ninguém tivera a coragem de tocar naqueles discos.
 Quem, senão ela...? Não, jamais.
Na sacada, as folhas e flores abandonadas. Não tinha costume de regá-las, retirar folhas secas, livrando seus ramos. Não, não tinha este costume. Era somente dela.
Ainda a via no reflexo das vidraças, no sofá onde horas permaneciam a sós.
Apertou forte as grades da sacada, enquanto olhava a lua, a praça, os carros, as sinaleiras, as luzes da noite em mercúrio. Podia pular, talvez correr no ar e alcançar tudo o que visse, antes de cair na calçada e estatelar-se. Não, por ela, não podia abandonar uma vida em branco.
A lâmpada piscou, duas ou três vezes, antes de apagar (“outro blecaute”). O som da música parou. Viu uma claridade no outro lado da cortina. Estranhou.
Encontrou a peça iluminada por várias velas acesas que contornavam o ambiente. Ao centro, onde deveria estar a mesinha, um círculo com velas vermelhas, ao redor de um pacote, embrulhado em papel preto.
Com receio, pegou a caixa — parecia uma caixa —, sacudiu, olhou a fita preta que amarrava o embrulho, e decidiu: abriu o presente. Era uma caixa, um porta-jóias talvez. Trancado. Procurou uma chave. Não encontrou. As letras gravadas na tampa não lhe eram estranhas. Pensou em arrombá-la. Na gaveta do armário da cozinha, havia um alicate, talvez..., quebrar não. (Quem sabe na penteadeira...)
Trocou uma das velas pela caixa e foi até o quarto. A luz voltou, a claridade doeu-lhe os olhos. Ali, em cima da mesa de cabeceira, uma chave minúscula, poderia servir. Voltou à varanda. Vazia, sem velas, sem presente, tudo normal. Exceto a chave na mão, com as iniciais dela, KL. E a sensação de estar precisando dormir.

O escritor Anderson Vicente é professor de História e graduado em Gestão Ambiental, com pós-graduação em Educação Ambiental. Reside em Alvorada, RS, onde ajudou a fundar o Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). Tem diversas participações em coletâneas de contos, crônicas e poemas. É autor dos livros juvenis Às voltas com a caveira e Na trilha dos zumbis.
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Conto A SOLIDÃO, publicado no livro Alvorecendo: Escritores e Poetas de Alvorada, RS (coletânea de contos do Clube dos Escritores de Alvorada, 2002).
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