segunda-feira, 18 de maio de 2026

 

A LINGUAGEM DO UNIVERSO: 
ENSAIO SOBRE A BRUXARIA

Segundo Aristóteles a linguagem é uma manifestação lógica de como a própria realidade é. Ou seja: tudo que existe pode ser projetado pelo sujeito, adjetivo e verbo, pois o que se diz é como um espelho que reflete o mundo material.
Das mesma forma, a linguagem universal das bruxas para acessar o sobrenatural, é o ritual. Porque ele, assim como a palavra, é uma projeção da realidade a que se origina, no caso, as energias ocultas que se pretende manipular.
Desta forma, as representações ritualísticas são as linguagens que desvelam e acessam alguns dons aprisionados pela nossa consciência racional e lógica: nós não podemos ver todas as cores do espectro, e também não podemos perceber outros níveis de vibração etérea.
Por isso certas aparições em rituais, na verdade, são a materialização através da nossa mudança de percepção: o acesso a uma realidade oculta se dá pela mudança de vibração gerada pela consciência em transe durante o ritual.
O ritual obedece critérios que levam em conta a natureza, porque busca alinhamentos cósmicos. O alinhamento das estrelas, os ciclos da lua, o horário, as estações do ano, ciclo de fertilidade da terra, o movimento dos rios e dos ventos, a posição e combinação das substâncias, desenhos geométricos que se alinham para desdobramentos da ideia de dimensões extra sensoriais, e o mais importante: a imersão em uma prática que conduza a uma união do bruxo ou da bruxa, com a consciência cósmica que pessoas comuns não podem perceber.
Contudo, certas revelações não são para todos, pois essas práticas quando feitas por corações fracos e mentes assoberbados, dizem, só podem levar para a insanidade e o caos.

Graduado em História, o escritor Everton Santos, autor do livro O SOL DOS MALDITOS, é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA) e coordenador dos eventos Feira Alternativa e Ensaio de Rua, músico da banda de punk rock Atari e apresentador do canal, no YouTube, Consciência Histórica. Mora em Alvorada, RS.
_________________________
Crônica, postada, em 08 de março de 2024, pelo autor, em sua página no Facebook.
(Texto inspirado no conto A casa da Bruxa, do escritor, norte-americano, H. P. Lovecraft.) 
Clique na imagem do autor e nas palavras coloridas (Biografia e Nota de Rodapé).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

 

PINDORAMA, 22 DE ABRIL DE 1500

Querido diário, hoje aconteceu uma coisa bem estranha. Estava  brincando na areia da praia quando vi no meio do mar um barco, mas muito grande, com pelo menos três quadrados feitos com panos e no meio uma cruz pintada de vermelho.
Junto ao barco tinham pessoas como nós, só que brancas, e outros panos cobrindo eles. Por quê?
​Quando os mais velhos o viram, ficaram confusos. Já tinha se passado um tempo até que o barco chegou. Os homens brancos falavam palavras estranhas, mas parecia que eles eram bons, nos oferecendo trocas ou algo do tipo.
​Um dia, acordei e vi uma coisa suspeita, os homens estavam cavando e um deles estava com um pedaço de pedra dourada. Aí, um dos mais velhos viu e foi lá, mas os homens desta vez não o receberam com gentileza: eles o...
Bem, aí percebi que eles não queriam só paz ou trocas, eles queriam as nossas riquezas. Tentei avisar os outros, mas eles não acreditavam em mim porque eu sou criança.
Acho que o que os homens vão fazer com a gente não vai ser nada divertido.

Gabriel Alves Vaz, de 10 anos, adora escrever contos e poemas. Estuda no Colégio Brigadeiro Antônio Sampaio e, reside em Alvorada, RS. É autor do poema Manhã de Primavera e membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA).
_________________________
Conto, PINDORAMA, 22 DE ABRIL DE 1500, criado a partir de um exercício escolar para o Dia dos Povos Indígenas.
 Clique na imagem da autora e nas palavras coloridas (Biografia e Nota de Rodapé).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

sábado, 16 de maio de 2026

 

NAS ASAS DO VENTO

 
Se nas asas do vento eu te mandasse meu coração…
E se meus pensamentos fossem uma flor em botão?
Será que você se importaria em cuidar dele para mim?
E se comprometeria a devolvê-lo quando ele tivesse
condições de viver sozinho?
eu sei a falta que faz, o vazio que sua ausência deixou.
eu conheço a saudade, as lágrimas contidas…
Meu coração não se acostumou a viver sem as batidas
do teu.
Você é a outra metade de mim, a parte perfeita do meu viver.
Sem você, tudo é tristeza, silêncio e medo.
Sem você, tudo é solidão.
Residente de Alvorada, RS, a escritora Ironi Jaeger é coordenadora do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL), roteirista do Coletivo Vira-Cena e membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). É autora dos livros O Segredo da Família Romans e Recomeços (Coleção 12 Livros Para Atravessar Um Ano).
________________________
Clique na imagem do autor e nas palavras coloridas (Biografia e Nota de Rodapé).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

segunda-feira, 11 de maio de 2026

  

QUEM SOU EU?

 

Aqui nessa terra, as minhas raízes plantei. Às vezes, com tão pouco, tenho tudo que sonhei. Não sei se foi o tempo que passou rápido demais. sei que na velhice cheguei, mas vou correndo atrás. Não devo me queixar por tudo que já passei. Depois de meio século, na escola estudei. Meus neurônios estavam esquecidos, mas a poesia alertou. Assim estou escrevendo, descobrindo quem sou. Cada um tem o direito de viver em liberdade. Vou sempre praticar o bem com a maior dignidade. Assim vou vivendo, cada dia, cada segundo. Registrando as coisas boas que existem nesse mundo.

Poema QUEM SOU EU?, da escritora Maria Rosa. Natural de Santo Antonio da Patrulha, a autora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA) e, reside em Alvorada, RS. Participou das coletâneas Livro do Trabalhador; Pérolas Ocultas; Somos Alvorada e; Raízes.  Em 2025, publicou o livro de poesia Maria Entre as Rosas, pela Editora Plena Voz. 
 _________________________
 Clique na imagem da autora nas palavras coloridas (Biografia).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

domingo, 10 de maio de 2026

 

LUA CHEIA

 

Oh! Linda Lua!
Que no Céu flutua,
Tão Bela és Tu,
Que União fulgura,
Imagens Nuas e Cruas,
De formas que nem,
Ouso falar...
Remetem o Extinto,
Despertar...
Arrebatando Sentimentos,
Oprimidos...
Que há tempos,
Desejam se soltar!
 
Janaína Rosa é natural de Porto Alegre e reside em Alvorada, RS. Cabeleireira, artesã, cantora e compositora, a escritora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). Começou escrevendo letras de músicas e poemas para o Instituto Ecovox. Em 2023, teve o poema Sintonia do Mar selecionado para o concurso Poeta Passageiro: poesia na viagem. A autora foi presidente da Associação de Músicos de Alvorada (AMUSA) e é vice-presidente do Instituto Alvorecer. Neste ano, teve o poema Bairro Passo do Feijó selecionado para a coletânea Alvorada por 60.
_________________________
Poema LUA CHEIA.
Clique na imagem da autora e nas palavras coloridas (Biografia).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

sábado, 9 de maio de 2026

 

MÃE UMA LINDA FLOR

 

Mãe uma linda flor, Um anjo que Deus mandou, Foi esculpida com amor, A mais bela flor pura paixão. Mãe uma linda flor, A canção mais linda que já se fez...
Você foi feita para amar
Um anjo divino. Te chamam mulher! É feita de amor... Te chamam mulher, A mais linda flor
 
Natural de Alvorada, RS, Henrique Domingues é  membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA)É compositor, músico e poeta. 
_________________________
Clique na imagem do autor nas palavras coloridas (Biografia).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

quinta-feira, 7 de maio de 2026

 
A LÍNGUA-MÃE 

A língua portuguesa não é um património, mas uma casa. É aquela que senti antes de entender e saber expressar. Os primeiros sons que ouvi, ainda no lago de águas mornas maternas. As primeiras palavras carinhosas dos progenitores.
É por isso que uma língua vivida assim — antes de ser compreendida — merece também um dia em que seja celebrada.
O Dia Mundial da Língua Portuguesa celebra-se a 5 de maio. É uma data dedicada a valorizar o português como língua global e a diversidade cultural das comunidades que a falam.
Mais do que uma data, trata-se de um gesto simbólico recuperado de uma celebração da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.
Também a língua sente as fraturas do mundo contemporâneo.
Num mundo cada vez mais fragmentado, é importante valorizar a diversidade cultural dos países lusófonos, o diálogo entre povos e a presença do português no mundo.
Numa sociedade cada vez mais polarizada, o português deve afirmar-se como língua de ciência, cultura, economia e diálogo entre países. No fundo, é reforçar o seu papel na construção da paz.
Essa força manifesta-se, no dia a dia, nos lugares onde a língua é praticada.
Na educação e nas expressões culturais — música, teatro, literatura — esta língua latina revela a sua beleza e grandiosidade.
Esta crónica é também um abraço à comunidade de escritores que usam a língua portuguesa para preencher as páginas brancas dos livros.
Apesar da dimensão global, a língua continua a ser abrigo.
Viver dentro de uma língua — com as suas imperfeições e sombras, com a sua história — é ter um porto de abrigo que nos ajuda a encontrar um rumo.

Alexandra Ferreira é autora de Sombras com Rosto (romance, 2019) e de Um Verão Sem Ti (antologia de contos, 2023). Portuguesa, natural de Viseu, reside no Porto. É engenheira civil, pós-graduada em Direção de Empresas e mestre em Engenharia Rodoviária. A escritora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA), integrante do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL) e do canal Liga dos 7, no facebook. Escreve para revistas literárias e clubes de leitura. Participa, ativamente, de congressos, sendo coautora de diversos artigos científicos.
_________________________
Crônica postada, em 06 de maio de 2026, pela autora, no canal Liga dos 7, no Facebook.
 Clique na imagem da autora nas palavras coloridas (Biografia e Nota de Rodapé).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo: