sexta-feira, 6 de novembro de 2026

 

AVANTE

 

Por caminhos constantes,
Sigo firme e aspirante,
Tentando compreender,
Porque às vezes é tão fácil viver,
E outras vezes nem tanto,
Somente ficamos tontos,
Mas nunca reféns,
Porque estar aqui,
É o suficiente,
Para seguir em frente,
Do jeito que a gente,
Sabe viver,
E aí então perceber,
O desacelerar da mente,
Plantando a semente,
Da nova geração,
Cumprindo nossa missão!
  
Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
Janaína Rosa é natural de Porto Alegre e reside em Alvorada, RS. Cabeleireira, artesã, cantora e compositora, a escritora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). Começou escrevendo letras de músicas e poemas para o Instituto Ecovox. Em 2023, teve o poema Sintonia do Mar selecionado para o concurso Poeta Passageiro: poesia na viagem. A autora foi presidente da Associação de Músicos de Alvorada (AMUSA) e é vice-presidente do Instituto Alvorecer. No ano de 2025, teve o poema Bairro Passo do Feijó selecionado para a coletânea Alvorada por 60.
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Poema AVANTE. 
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Sessão de Autógrafos
- Meu avô tem um robô
Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
Nathiele Fagundes é contadora de histórias e autora dos livros infantis CADA PEDAÇO MEU e BAÚ DE HISTÓRIAS MANEIRAS. A escritora é historiadora, especialista em História e Cultura Afro-Brasileira e está cursando pedagogia. Mora em Alvorada, RS (nathicontandohistorias@gmail.com). 
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Livro infantil, MEU AVÔ TEM UM ROBÔ, da escritora Nathiele Fagundes. 
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HORÁRIO DE INVERNO
Na noite que antecede o horário de inverno, fico sempre feliz por poder usufruir de uma hora de bónus. Vejo sempre um filme com o meu marido, sem remorsos por esticar o serão. O relógio biológico ainda está em sintonia com a hora antiga; desperto à mesma hora e fico a saborear o aconchego dos lençóis. Levanto-me animada, esperançada de que o dia continue com a mesma quietude com que amanheceu. O primeiro dia acordou pouco risonho. O sol apareceu a meio da manhã, envergonhado, e assim se manteve durante o início da tarde. Mas, como foi um domingo, despertei tarde o suficiente para já existir luz. Todos os anos me questiono se gosto desta mudança. A resposta é sempre ambígua. A ausência de luz quando saio da cama é desencorajadora, mas também o é o escurecer prematuro. Por isso, fico sempre a meio da ponte: observo o amanhecer e o entardecer, sentindo saudades do pôr-do-sol tardio e do raiar da aurora com o céu pintado de azul e rosa-bebé. Esta problemática acompanhou-me durante a primeira refeição da manhã, desfrutada sem a pressa da semana. Em sintonia com a hora de inverno, a tarde despediu-se cedo, deixando o céu resgatar o cinza da manhã. No primeiro dia da semana, abandono a cama na hora habitual. Sem surpresa, quando abro as cortinas, uma luz tímida invade o quarto. Inicio a viagem até ao escritório. Na marginal, observo deliciada o retrato do Porto sob o arco da Ponte da Arrábida. O céu pintado de azul-claro, quase sem nuvens, ilumina o azul-chumbo do rio Douro, ladeado pelo casario das duas cidades. Quando faço o percurso inverso, a iluminação pública já está acesa e é o reflexo das luminárias que aclara o leito do rio, ainda mais denso e escuro. Durante esse trajeto, retomo a questão que me assolou ao pequeno-almoço de domingo e confirmo que permaneço no meio da ponte, a deleitar-me de novo com um amanhecer e a consciencializar-me da chegada do inverno. Abraço esta mudança periódica com naturalidade e serenidade. E você, como acolhe o horário de inverno?

Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
Alexandra Ferreira é autora de Sombras com Rosto (romance, 2019) e de Um Verão Sem Ti (antologia de contos, 2023). Portuguesa, natural de Viseu, reside no Porto. É engenheira civil, pós-graduada em Direção de Empresas e mestre em Engenharia Rodoviária. A escritora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA), integrante do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL) e do canal Liga dos 7, no facebook. Escreve para revistas literárias e clubes de leitura. Participa, ativamente, de congressos, sendo coautora de diversos artigos científicos.
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Crônica, HORÁRIO DE INVERNO, postada, em 27 de outubro de 2026, pela autora, no canal Liga dos 7, no Facebook.
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terça-feira, 27 de outubro de 2026

 

Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
O escritor Adão de Lima Jr. é ilustrador, editor e quadrinista. (Mora em Alvorada, RS). 
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Postado, pelo artista, no dia 01 de março de 2022, em seu canal do YouTube.
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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

 

- A AVÓ ADORMECIDA
Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
Nathiele Fagundes é contadora de histórias e autora dos livros infantis CADA PEDAÇO MEU e BAÚ DE HISTÓRIAS MANEIRAS. A escritora é historiadora, especialista em História e Cultura Afro-Brasileira e está cursando pedagogia. Mora em Alvorada, RS (nathicontandohistorias@gmail.com). 
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História infantil, A AVÓ ADORMECIDA, do escritor Roberto Parmeggiani. 
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terça-feira, 20 de outubro de 2026

 

UM DIA, FICAREMOS AUSENTES

 

Mas, até esse dia chegar, que tal vivermos transbordando

gratidão, afeto mútuo, amizade e companheirismo?


Que tal fazermos da reciprocidade verdadeira, da lealdade um
compromisso e do amor a nossa essência. 

Que tal saibamos nos colocar no lugar do outro, com empatia e
respeito, e nos conectar com o nosso sagrado coração,
fortalecendo a nossa fé.

Que possamos preencher aqueles que também nos preenchem,
cultivar laços sinceros e valorizar quem caminha ao nosso lado.

Porque, sim, um dia ficaremos ausentes, mas que possamos
permanecer muito presentes no coração daqueles com quem
nos importamos e daqueles que também se importam conosco. 

Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
Simone Soares é escritora, educadora popular e embaixadora da Editora Plena Voz. A autora reside em Alvorada, RS, e, desde 2024, organiza, junto com artistas, apoiadores e escritores, a Feira Literária Independente em Alvorada. 
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sábado, 17 de outubro de 2026

 

A CAMISA DA SELEÇÃO
Lembro-me daquela Copa do Mundo. Um amigo me orientou como deveria proceder caso quisesse me juntar a sua torcida num bar em Brasília:
— Se você quiser torcer com a gente, tem que usar uma camisa da seleção brasileira. É a única condição.
— Okay — respondi. — Vou providenciar.
A Copa já estava rolando quando comprei uma camisa oficial da seleção. Deixei cerca de R$ 450,00 numa loja e doeu no meu bolso.
No dia do jogo, me dirigi ao bar. O lugar estava cheio, e boa parte das pessoas vestia a amarelinha. O Brasil ganhou, e foi uma festa. Nem parecia que havia divisão política por conta de cor de camisa.
No outro jogo, vesti a camisa novamente, e a seleção perdeu. Daquela vez, escutei uma mulher dizer para a outra, que estava no bar:
— Agora, a gente tem que vestir essa camisa o máximo de vezes possíveis. O fim da seleção no campeonato pode estar próximo, e a camisa vai perder a serventia.
Eu não havia pensado naquilo, mas fazia sentido. Tinha gasto uma grana naquela roupa e iria usá-la por pouco tempo. Foi então que resolvi vesti-la para várias atividades antes que a nossa equipe desse adeus ao mundial.
Usei pra trabalhar, pra ir à academia, pra ir ao supermercado, para ir à farmácia, pra sair à noite e em todos os lugares possíveis. No domingo, a camisa estava suja, mas eu não lavei. A seleção ainda estava na Copa.
Na segunda-feira, o Brasil ganhou o jogo, e continuei usando a camisa. No trabalho, algumas pessoas debocharam de mim, dizendo que eu não tirava a roupa de jeito nenhum. Falei que era simpatia para a seleção ganhar o campeonato.
As semifinais chegaram, e eu fui para o bar novamente. O Brasil perdeu, mas a camisa cumpriu o seu papel. Liguei a máquina de lavar.

Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
O escritor e compositor Marcelo Pompílio é natural de Brasília. Em 2010, começou a escrever contos para o seu site. Atualmente, seus contos fazem parte das obras Nova Voz do Brasil e Coletânea de Poemas e Contos, vol. IV.
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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

 

A SAUDADE BATEU


Deixou-me sem sentido; 
Sem ruído; 
Sem juízo; 
Perdido entre os meus botões. 

Uma saudade louca e dês varrida; 
Uma saudade em prantos; 
Um rebelde que chora sozinho; 
Por onda meus sonhos. 

As folhas caem; 
A flora troca de roupagem; 
As árvores sobrevivem apesar de sua violação; 
O esplendor da natureza. 

Ventos fortes se aproximam; 
Sinais de alerta; 
A natureza indomável; 
Vai reclamar com Deus. 

Sou um sobrevivente do tempo; 
Sou eu, da saudade a realidade; 
Sou a ilusão devastadora; 
Sou eu que não desisti de mim, a vida continua lá fora.

Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
O escritor carioca Paulo Menezes é contador e administrador de empresas. É autor dos livros Poetizei Reflexões e Emoções e Castelos e Retalhos.
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Poema A SAUDADE BATEU. 
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