quarta-feira, 18 de março de 2026

 

PRÉ-POEMA 

 
Quis fazer um poema.
Busquei incansavelmente as palavras,
mas elas fugiram de mim e se esconderam
no brilho dos teus olhos no exato momento em que
te vi.
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Poema PRÉ-POEMA de Daniel Machado. O autor mora em Alvorada, RS, e é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA).
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sábado, 14 de março de 2026

 

O RECOMEÇO TEM SEU PRÓPRIO SOM 
O dia 6 de março acaba de ganhar um novo significado no meu calendário pessoal: o dia em que o mundo decidiu "ligar o som" novamente.
​Sair do silêncio absoluto para o caos sonoro do cotidiano é uma aventura digna de uma crônica.
O meu cérebro, coitado, passou três anos em um retiro espiritual forçado e agora está tentando processar tudo de uma vez, elegendo o meu coração como o "baterista principal" da banda.
​Dizem que quem espera sempre alcança, mas ninguém me avisou que, depois de três anos de silêncio absoluto, o"alcance" viria com o volume no 11.
No dia 6, o mundo não apenas voltou a existir; ele resolveu gritar "Bom dia!" direto no meu tímpano através de um pequeno e tecnológico milagre encaixado na orelha.
​A primeira coisa que descobri é que meu cérebro é um tanto quanto egocêntrico. Na falta de sons externos, ele se apegou ao que tinha à mão — ou melhor, ao que tinha no peito. Agora, para ele, o som mais importante do universo é o meu próprio coração. Tum-tum. Tum-tum.
É como se eu vivesse dentro de um metrônomo humano. Se eu me emociono, a trilha sonora vira um filme de ação; se relaxo, vira um blues lento. O mundo lá fora que lute para competir com o meu ritmo cardíaco.
​O processo de "reouvir" é uma comédia de erros sensoriais. Meu cérebro olha para o barulho da geladeira e pergunta: "Quem é esse estranho?". Eu respondo: "É só o motor, sossega". Ele ouve o som de uma chave na fechadura e entra em pânico, achando que é o início de uma sinfonia de Beethoven.
​É um aprendizado de etiqueta sonora. Estou ensinando meu sistema nervoso a ignorar o bater de uma porta e a focar na voz de quem amo.
É como se eu estivesse apresentando velhos amigos a um anfitrião que ficou isolado por tempo demais e agora acha que o barulho de um garfo no prato é um evento de gala.
​Aos poucos, o incômodo vira música. O que antes me assustava, agora me faz rir. O coração, esse solista insistente, vai acabar aceitando que não é a única estrela do show.
Enquanto isso, vou curtindo essa audição "mista" um pouco de mundo, um pouco de mim e a certeza de que voltar a ouvir não é apenas recuperar um sentido, é redescobrir que a vida, mesmo barulhenta e atrapalhada, tem uma sonoridade linda.

Residente de Alvorada, RS, a escritora Ironi Jaeger é coordenadora do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL), roteirista do Coletivo Vira-Cena e membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). É autora dos livros O Segredo da Família Romans e Recomeços (Coleção 12 Livros Para Atravessar Um Ano).
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Crônica, O RECOMEÇO TEM SEU PRÓPRIO SOM, postada, em 08 de março de 2026, pela autora, em sua página no facebook. 
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A POESIA FAZ PARTE DA MINHA VIDA.

 

Se não fosse a poesia, o que seria de mim. Com certeza hoje em dia, não pensava assim. Estou sempre refletindo, com a minha imaginação. Está fazendo bem para a mente, para a alma e o coração. A poesia me acompanha, cada dia, cada segundo. Assim vou registrando a minha história, em qualquer parte do mundo. Através da poesia, alguém vai saber quem sou eu. Estou plantando boas sementes, realizando o sonho meu. Parabéns a todos, que escreve poesia. Porque o céu fica mais colorido, transformando em magia. 

Poema A POESIA FAZ PARTE DA MINHA VIDA., da escritora Maria Rosa. Natural de Santo Antonio da Patrulha, a autora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA) e, reside em Alvorada, RS. Participou das coletâneas Livro do Trabalhador; Pérolas Ocultas; Somos Alvorada e; Raízes.  Em 2025, publicou o livro de poesia Maria Entre as Rosas, pela Editora Plena Voz. 
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segunda-feira, 9 de março de 2026

 

O INSPIRAR DA CHUVA

 

Nesse dia de chuva senti, Vontade de escrever e Evoluir, Seguir trilhando o caminho, Onde logo à frente continuarei, Brilhantemente transcendendo, Dimensões em Minha Mente, Traquejo Social, Fluência, Quanto mais praticar mais vou, Construir um Futuro a seguir, Que ficará na Lembrança, De quem Ler, quando EU aqui, Não mais existir!

Janaína Rosa é natural de Porto Alegre e reside em Alvorada, RS. Cabeleireira, artesã, cantora e compositora, a escritora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). Começou escrevendo letras de músicas e poemas para o Instituto Ecovox. Em 2023, teve o poema Sintonia do Mar selecionado para o concurso Poeta Passageiro: poesia na viagem. A autora foi presidente da Associação de Músicos de Alvorada (AMUSA) e é vice-presidente do Instituto Alvorecer. Neste ano, teve o poema Bairro Passo do Feijó selecionado para a coletânea Alvorada por 60.

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Poema O INSPIRAR DA CHUVA.
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VIVA A VIDA

 

Sentado na praça, pensando... A vida vai a vida, vem, O relógio do tempo gira, E tudo vai passar, E gente que vai, É gente que vem, Cada um com sua história, O relógio do tempo passa, E o tempo vai passar, Viva, cante, faça o que poder, Viva, ame, a vida é uma só, Então vá viver.
 
Natural de Alvorada, RS, Henrique Domingues é  membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). É compositor, músico e poeta. 
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Poema VIVA A VIDA.
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sábado, 7 de março de 2026

 

QUARESMA, A PAUSA NECESSÁRIA

A Quaresma é um período de 40 dias, no calendário litúrgico cristão, focado na preparação para a Páscoa (a ressurreição de Jesus). Marcado por oração, penitência e jejum, é um tempo em que a comunidade cristã é convidada à conversão interior, reflexão e recolhimento. Os fiéis são chamados a renovar a sua fé.
Mas será que, na época em que vivemos, este convite não deve ser estendido a toda a população, independentemente da sua convicção religiosa?
Considero que hoje, com o ritmo acelerado em que vivemos, é necessário abrandar, refletir e fazer uma “limpeza” — interna e externa — quase como um detox emocional moderno. Uma pausa que desfaça o excesso do quotidiano e devolva espaço ao essencial.
Este tempo pode ser abraçado como um período de preparação para a travessia entre ciclos de vida — um intervalo sagrado entre o que já não serve e o que ainda não nasceu.
Assim, somos convidados a uma disciplina assente em quatro pilares:
Jejum, que se afigura como uma limpeza do corpo e da alma, extravasando a renúncia de comida: pressas, ruído mental, redes sociais, expectativas irreais e culpas antigas.
Abstinência, expressa numa renúncia voluntária para fortalecer o autodomínio, o autoconhecimento e o autocontrolo.
Esmola, promovendo ações de partilha e ajuda aos mais necessitados.
Oração, aumentando o tempo de reflexão e meditação — um regressar ao silêncio onde a vida encontra sentido.
Na minha juventude, os eventos tradicionais eram muito participados e vivenciados com alegria e fé. Recordo com carinho a participação nas procissões da Semana Santa e as igrejas decoradas com vestes roxas.
A Quaresma é um tempo de subida ao Monte das Oliveiras para nos encontrarmos com Deus e de descida do Monte para nos encontrarmos connosco — uma viagem que começa no sagrado e termina no íntimo, lembrando-nos que, para renascer, é preciso primeiro escolher parar.

Alexandra Ferreira é autora de Sombras com Rosto (romance, 2019) e de Um Verão Sem Ti (antologia de contos, 2023). Portuguesa, natural de Viseu, reside no Porto. É engenheira civil, pós-graduada em Direção de Empresas e mestre em Engenharia Rodoviária. A escritora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA), integrante do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL) e do canal Liga dos 7, no facebook. Escreve para revistas literárias e clubes de leitura. Participa, ativamente, de congressos, sendo coautora de diversos artigos científicos.
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Crônica postada, em 03 de março de 2026, pela autora, no canal Liga dos 7, no Facebook.
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sábado, 28 de fevereiro de 2026

 

A ARTE DE CRIAR

Mesmo estando enquadrado o ser humano como o ser capaz de pensar e criar, ainda assim, a "arte da criação" é a causa da famosa tremura nas pernas que antecede àquela sensação de "frio na barriga"  o medo sutil e ativo. 
Se em outras gerações, à volta de uma clareira a céu aberto, iam-se desvendando mistérios em lendas e "causos", ou mesmo à luz de uma pequena lamparina a querosene: o ambiente mágico, demonstrado no rosto cheio de expressões e gestos, narrava do corriqueiro à histórias fascinantes, onde, na certa, o moleque que as escutava traçava forma ao cenário e às personagens. E, como em um "estalar de dedos", o campo aberto, limpo, pronto para nele semear a sua criatividade, onde em zelosos cuidados: o hábito contido de leitura  de mero passatempo ao então prazer  adensava, ao "seu mundo", movimentos vivos, penetrantes. Hoje, já não se pode, da mesma maneira, ativar a criatividade: base para a construção do bom conto, novela ou romance.
Deve-se, em primeiro lugar, estabelecer o "convívio" com as palavras; não adorná-las de requinte, e sim entendê-las. Parece, ao deixar assim definido, quão vago esse método, pouco adiantará. Entretanto, pouco a pouco o hábito se faz; não o deixa; o enlaça; o envolvendo no seu íntimo e, à esta hora, começará a correr nas veias e artérias.
O início de sua trajetória está começada, no entanto, longe de desembarcar: agora começa a afeição  a arte de criar.

O escritor Anderson Vicente é professor de História e graduado em Gestão Ambiental, com pós- graduação em Educação Ambiental. Reside em Alvorada, RS, onde ajudou a fundar o Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). Tem diversas participações em coletâneas de contos, crônicas e poemas. É autor dos livros juvenis Às voltas com a caveira Na trilha dos zumbis.

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Crônica A ARTE DE CRIAR, publicado no livro Alvorecendo: Escritores e Poetas de Alvorada, RS (coletânea de contos do Clube dos Escritores de Alvorada, 2002).
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