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domingo, 1 de fevereiro de 2026

 

ENTRE A NEVE E A NOSTALGIA

Acordar e ver o vale e a serra cobertos com um manto branco é um cenário idílico que guardo no meu álbum de memórias da infância. Este fenómeno da natureza, que nos visitava nos primeiros meses do ano, encerrava por alguns dias as escolas, brindando-nos com uns dias extra de férias que desfrutávamos com amigos e família.
A par do divertimento do jogo com pequenas bolas de neve, construíamos um boneco de neve tão alto quanto possível, sempre com um sorriso nos lábios. Os desportos de neve resumiam-se a trenós improvisados, mas divertíamo-nos muito.
As alterações climáticas têm introduzido mudanças expressivas no planeta, e a neve não tem escapado ilesa. Neste século, tem andado desaparecida de alguns lugares onde costumava passar longas férias no período invernal. Foi neste contexto de mudança que, em 2007, a Federação Internacional de Esqui (FIS) instituiu o Dia Mundial da Neve, celebrado no terceiro domingo de janeiro, com o objetivo de promover os desportos de inverno, sensibilizar para a importância dos ecossistemas alpinos e alertar para os impactos das alterações climáticas na diminuição da neve.
Quando está muito frio, o vapor de água transforma-se em minúsculos cristais de gelo que se encaixam uns nos outros, ficando em suspensão. Para nevar, é crucial que a temperatura no percurso do floco, desde a nuvem até ao chão, permaneça abaixo ou muito próxima dos 0 °C, para que ele não derreta e caia sob a forma de chuva. Nestas ocasiões, os cristais caem em forma de flocos, que podem ser pequenos hexágonos ou farrapos.
No Castanheiro do Ouro, onde vivi até aos dezoito anos, também se tem sentido a ausência desta querida turista. Este ano, brindou a região com uma estadia curta nas serras, pernoitando apenas uma noite. Nessa breve visita, abraçou a encosta do vale, cobrindo pinheiros e ciprestes com flocos de algodão branco. Embora não tenha descido para visitar as povoações, permitiu aos nativos desfrutar da sua beleza.
Infelizmente, não tive o prazer de usufruir deste momento — subir até à serra, amassar pedaços de neve e atirá-los aos outros transeuntes que, como eu, apreciam esta brincadeira.
Ainda assim, ao visualizar as fotografias partilhadas nas redes sociais, fui transportada no tempo e revivi momentos felizes. Entre a nostalgia e a realidade dos dias de hoje, resta-nos acreditar que a natureza saberá reerguer-se e reencontrar o seu caminho. Os cristais refletem a luz do sol; por isso, num dia de céu azul, a neve adquire um branco de beleza ímpar.
Já desfrutaram deste cenário idílico?

Alexandra Ferreira é autora de Sombras com Rosto (romance, 2019) e de Um Verão Sem Ti (antologia de contos, 2023). Portuguesa, natural de Viseu, reside no Porto. É engenheira civil, pós-graduada em Direção de Empresas e mestre em Engenharia Rodoviária. A escritora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA), integrante do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL) e do canal Liga dos 7, no facebook. Escreve para revistas literárias e clubes de leitura. Participa, ativamente, de congressos, sendo coautora de diversos artigos científicos.
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Crônica postada, em 20 de janeiro de 2026, pela autora, no canal Liga dos 7, no Facebook.
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

 

ANO NOVO, VIDA NOVA

Ano Novo Vida Nova” é um ditado popular em países de língua portuguesa. A expressão inglesa “New Year, New Life” espelha a universalidade desta mensagem de esperança e de um novo recomeço. O desejo de mudança, de novas oportunidades e de um futuro melhor é uma aspiração transversal a todos os povos e culturas.
A celebração do Ano Novo ocorre em várias datas pelo mundo. Este evento, no calendário gregoriano, adotado pela maioria dos países, comemora-se no primeiro dia de janeiro, em 39 momentos distintos devido aos fusos horários de cada país. Diversas culturas e religiões têm datas móveis para este festejo. O Ano Novo Chinês segue o calendário lunar; o Rosh Hashaná (Ano Novo Judaico) segue o calendário lunar judaico; o Nowruz (Ano Novo Persa) coincide com o equinócio da primavera no Hemisfério Norte.
Independentemente do calendário ou da cultura, o desejo de um ano mais próspero une os povos nesta celebração global. Mas será este o pedido mais premente a fazer quando as 12 badaladas da meia-noite soam?
Neste contexto de ambição e esperança, apraz-me citar uma antiga prece portuguesa:
E o que você quer que o Novo Ano lhe traga? Nada, não quero que me traga nada. A única coisa que quero é que não me leve. Que não leve o teto que me protege, o prato que me alimenta, a manta que me aquece, a luz que me alumia, o sorriso dos meus amados, a saúde como um tesouro, o trabalho como sustento, a amizade, a companhia, os abraços e os beijos. Que não leve os sonhos, nem os pedaços dos corações, formados por pessoas, que carrego dentro de mim.”
Após o rescaldo da invocação dos desejos, esta sapiente oração fez-me refletir. Pensar em tudo o que tenho. Ponderar o que ambiciono. Meditar sobre a situação do mundo. Valorizar quem sou. Ser grata por ser tão afortunada.
A ambição humana incita-nos a querer sempre mais e a desvalorizar o que temos. Num início de novo ciclo, em que a guerra e a fome são uma realidade em tantos cantos deste planeta, é premente considerar a importância da preservação do que temos e conquistámos. É importante manter as relações humanas, os sentimentos e os afetos. É fundamental ser grato.
O Ano Novo implica um compromisso pessoal de mudança, de reconhecimento e de engrandecimento. Esta postura não deve desincentivar a continuidade da caminhada em busca dos nossos sonhos.
Que o ano de 2026 seja como um horizonte dourado, onde cada amanhecer nos recorde a beleza de preservar o que amamos e a esperança de sonhar

Alexandra Ferreira é autora de Sombras com Rosto (romance, 2019) e de Um Verão Sem Ti (antologia de contos, 2023). Portuguesa, natural de Viseu, reside no Porto. É engenheira civil, pós-graduada em Direção de Empresas e mestre em Engenharia Rodoviária. A escritora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA), integrante do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL) e do canal Liga dos 7, no facebook. Escreve para revistas literárias e clubes de leitura. Participa, ativamente, de congressos, sendo coautora de diversos artigos científicos.
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Crônica postada, em 06 de janeiro de 2026, pela autora, no canal Liga dos 7, no Facebook.
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

 

QUEM INVENTOU A ÁRVORE DE NATAL?

A minha família sempre montou a árvore de Natal no início de dezembro, permanecendo até ao Dia de Reis. A casa ficava mais alegre com as fitas, as bolas coloridas e o brilho das luzes a piscar.
Movida pela curiosidade, decidi investigar esta tradição. Ao pesquisar, constatei que há várias teorias sobre as raízes do costume de decorar uma árvore. Entre as explicações, destaca-se o papel das culturas antigas.
Algumas civilizações praticavam o culto às árvores: as sempre-verdes, como os pinheiros, eram consideradas morada dos deuses e símbolo de vida. Os Romanos, por sua vez, decoravam as moradias com guirlandas de louros. Na Idade Média, esses costumes deram origem à árvore de Natal tal como a conhecemos. Na Europa Central, surgiram novas versões desta tradição, sobretudo entre cristãos protestantes. Na Alemanha, Letónia e Estónia, árvores decoradas com rosas de papel colorido, enfeites brilhantes, maçãs, hóstias e doces eram levadas para casa.
Com o tempo, a decoração das árvores evoluiu. A primeira iluminação registada data de 1611, feita com velas pela duquesa Dorothea Sibylle da Silésia. Já as bolas de vidro são atribuídas à criatividade de um vidreiro pobre da Alemanha de Leste, que, sem dinheiro para comprar nozes e maçãs, decidiu soprar os enfeites.
Estes exemplos demonstram que a criatividade esteve sempre presente na decoração das árvores de Natal. Mas afinal, quem a inventou? Não existe registo oficial, porém conta-se que a primeira árvore de Natal foi montada por uma corporação de padeiros de Freiburg, no sul da Alemanha. Em 1419, teriam decorado o pinheiro com pães-de-mel e nozes. A lenda diz ainda que, no Ano Novo, as crianças podiam sacudir a árvore para “saquear” os doces.
Hoje, as árvores de Natal são cada vez maiores e mais exuberantes, por vezes decoradas com enfeites excêntricos e caros.
Eu ainda preservo esta tradição com muita alegria. Reciclo e misturo adornos de anos anteriores, criando sempre uma árvore singular. E, quando acendo as luzes, a sala inunda-se de uma luz mágica.
E você, cultiva esta tradição? Já fez a sua árvore de Natal?

Alexandra Ferreira é autora de Sombras com Rosto (romance, 2019) e de Um Verão Sem Ti (antologia de contos, 2023). Portuguesa, natural de Viseu, reside no Porto. É engenheira civil, pós-graduada em Direção de Empresas e mestre em Engenharia Rodoviária. A escritora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA), integrante do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL) e do canal Liga dos 7, no facebook. Escreve para revistas literárias e clubes de leitura. Participa, ativamente, de congressos, sendo coautora de diversos artigos científicos.
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Crônica postada, em 09 de dezembro de 2025, pela autora, no canal Liga dos 7, no Facebook.
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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

 

CASTANHAS, JEROPIGA E ALEGRIA

Castanhas, jeropiga e alegria: o trio perfeito para uma tertúlia em família ou com amigos, num fim de tarde outonal acalentada pelos raios de sol do verão de São Martinho.
Na minha infância e juventude, a festa litúrgica em honra de Martinho, o padroeiro dos viticultores, era um dos maiores eventos do ano. Sendo a castanha um dos frutos mais abundantes e queridos desta época, o magusto sempre integrou o cartaz.
Nas zonas rurais, antes do entardecer, os aldeãos faziam uma fogueira com grossos troncos para aquecer os foliões durante a noite, que era sempre longa. A população circundava o fogo, deliciando-se com a beleza das chamas e o crepitar da casca dos pinheiros. As castanhas assadas nas brasas degustavam-se com vinho tinto, água-pé ou jeropiga. Confesso-me fã deste último licor, que resulta da adição de aguardente ao mosto, interrompendo o processo de fermentação. O resultado é uma doce bebida alcoólica que adoça os lábios e escorrega pela garganta.
Nestas festanças, é habitual comer caldo verde e outras iguarias confecionadas com produtos regionais. As concertinas, acordeões ou grupos musicais tocam, alentados pela boa disposição dos farristas, que dançam e cantam pela noite dentro.
A tradição diz que, por ocasião do São Martinho, há uma "pausa" no outono, vulgarmente denominada "verão de São Martinho". Estes dias são abrilhantados por quentes raios de sol e noites amenas, o “verão tardio" que nos mima antes da chegada do inverno.
O dia de São Martinho é celebrado por toda a Europa no dia 11 de novembro. Por terras lusitanas, é tão acarinhado que há vários provérbios em sua homenagem. A título de exemplo, cito: “No São Martinho, lume, castanhas e vinho”.
Vivo na cidade Invicta. No mês de novembro, as ruas são abrilhantadas por guarda-sóis coloridos que abrigam do sol, da chuva e da neblina os vendedores, enquanto confecionam as castanhas num fogareiro a carvão. Nunca deixo de admirar a resiliência destes homens de mãos escurecidas e sorriso nos lábios a sacolejar a panela com dedos desprotegidos.
As lendas e a sabedoria popular são riquezas a preservar e legados a transmitir às novas gerações. A história e a identidade dos povos constroem-se, também, pelos costumes e singularidades. Confidencio-me como uma devota costumeira. A maturidade aguça o apetite e a magia dos momentos singelos. Todos os anos perpetuo o ritual: com uma mão cheia de castanha faço um magusto e beberico um cálice de jeropiga.

Alexandra Ferreira é autora de Sombras com Rosto (romance, 2019) e de Um Verão Sem Ti (antologia de contos, 2023). Portuguesa, natural de Viseu, reside no Porto. É engenheira civil, pós-graduada em Direção de Empresas e mestre em Engenharia Rodoviária. Integrante do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL) e do canal Liga dos 7, no facebook. Escreve para revistas literárias e clubes de leitura. Participa, ativamente, de congressos, sendo coautora de diversos artigos científicos.
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Crônica postada, em 11 de novembro de 2025, pela autora, no canal Liga dos 7, no Facebook.
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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

 

VELHOS SÃO OS FARRAPOS! 
A insustentabilidade de uma sociedade “linear” numa economia “circular”

Vivemos numa aldeia global, com circulação permanente de materiais, recursos, ideologias, cultura, pessoas, religiões… Esta mobilidade não é um fenómeno contemporâneo, inovador ou atípico. A humanidade, desde os tempos primordiais, vivenciou fenómenos migratórios cíclicos, decorrentes de estilos de vida nómada, motivos religiosos, geopolíticos ou catástrofes naturais.
A história, com todas as guerras e desastres climatológicos, mostra-nos que somos atletas de uma caminhada sinuosa. Estamos, então, perante um cenário de mutação de uma economia linear, que já se revelou insustentável, para uma economia que se pretende circular, remando para a sustentabilidade.
A minha reflexão parte desta tendência da economia, que foi obrigada a seguir um novo rumo para reduzir a pegada de carbono, numa tentativa de “salvar” um planeta ameaçado.
O que é uma economia circular? É um modelo económico que visa reduzir o desperdício e a produção de resíduos. Este modelo inspira-se nos ecossistemas naturais, que reciclam e reabsorvem recursos de forma contínua.
Esta definição conduz-nos às relações humanas. Estabelecendo um paralelismo com a humanidade — nascer/crescer/envelhecer/morrer — é mandatário assumir este ciclo, valorizando a beleza e a riqueza de cada quarto da circunferência.
Temos de aceitar que a factualidade do envelhecimento é muito mais do que rugas no rosto, cabelos brancos numa cabeleira enfraquecida, perda de algumas faculdades, maturidade. Temos de encarar que a finitude de uma vida ativa, e até por vezes de menor “utilidade”, não é sinónimo de “imprestabilidade”. Temos de rejeitar o conceito de inutilidade, imprestabilidade, velho. Temos de prestigiar a dádiva, o contributo, a sapiência.
Uma sociedade sustentável terá de acolher todas as gerações de forma inclusiva, abraçando os mais idosos, mais vulneráveis e frágeis, garantindo-lhes uma continuidade e posicionamento digno. Reintegrando-os, proporcionando-lhes uma “nova vida”.
Desafio à desconstrução do provérbio “Velhos são os farrapos”, porque, efetivamente, a circularidade da vida diz-nos que até os farrapos têm préstimo e uma história de vida para contar.
Assim, numa sociedade que se pretende verdadeiramente circular e sustentável, é fundamental que saibamos valorizar cada etapa da vida, reconhecendo o contributo insubstituível dos mais velhos. Não basta rejeitar o conceito de inutilidade associado à velhice; é premente criar espaços abertos à participação de todos, incentivar o respeito intergeracional e garantir que todos, independentemente da idade, possam tenham oportunidade de partilhar a sua experiência e sabedoria.

Alexandra Ferreira é autora de Sombras com Rosto (romance, 2019) e de Um Verão Sem Ti (antologia de contos, 2023). Portuguesa, natural de Viseu, reside no Porto. É engenheira civil, pós-graduada em Direção de Empresas e mestre em Engenharia Rodoviária. Integrante do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL) e do canal Liga dos 7, no facebook. Escreve para revistas literárias e clubes de leitura. Participa, ativamente, de congressos, sendo coautora de diversos artigos científicos.
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Crônica postada, em 27 de maio de 2025, pela autora, no canal Liga dos 7, no Facebook.
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quarta-feira, 10 de setembro de 2025

  

LUA DE SANGUE

Na noite de 7 para 8 de setembro o céu foi palco do eclipse lunar total mais longo deste ano, de acordo com o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço. Conhecido como “Lua de Sangue”, este singular fenómeno teve uma duração de oitenta e dois minutos.
Este evento acontece quando a Lua cheia fica totalmente mergulhada na sombra da Terra, ocorrendo devido ao alinhamento perfeito entre Sol, Terra e Lua. O planeta Terra ficou entre o Sol e a Lua. Este posicionamento da Terra em frente à Lua, bloqueia a luz do Sol que chega a este satélite natural. O resultado da projeção da luz do Sol através da atmosfera da Terra confere o tom avermelhado à Lua. No auge do eclipse, esse astro exibe uma cor avermelhada, configurando uma “bola de sangue”.
Em Portugal, o fenómeno foi apenas visível no Sul, na região do Algarve. Infelizmente, faço parte do grupo desprivilegiado do testemunho dessa magnifica “Lua de sangue”.
Este foi o segundo e último eclipse lunar do Ano. Os Astrónomos dizem que os próximos anos vão ser ricos em eventos como esse. Perante este facto, mantenho a esperança de ainda poder desfrutar de momentos incríveis como este, que nos lembram a beleza e mistério do universo.

Alexandra Ferreira é autora de Sombras com Rosto (romance, 2019) e de Um Verão Sem Ti (antologia de contos, 2023). Portuguesa, natural de Viseu, reside no Porto. É engenheira civil, pós-graduada em Direção de Empresas e mestre em Engenharia Rodoviária. Integrante do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL) e do canal Liga dos 7, no facebook. Escreve para revistas literárias e clubes de leitura. Participa, ativamente, de congressos, sendo coautora de diversos artigos científicos.
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Crônica postada, em 09 de setembro de 2025, pela autora, no canal Liga dos 7, no Facebook.
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quinta-feira, 14 de agosto de 2025

 

LEITURAS DE VERÃO

Os dias luminosos de verão são sempre uma motivação para mergulhar na leitura e viajar por mares calmos ou turbulentos, desembarcar em portos desconhecidos, ampliar horizontes.
Os livros respeitam os silêncios da natureza, destronam o burburinho da praia e piscina, competem com as cores do horizonte ao entardecer. Acomodados na mochila, são cúmplices dos momentos de liberdade e diversão. Compinchas dos tempos de evasão na praia, das oportunidades de desfrute na esplanada e das ocasiões de aquietação no final da noite.
Pegar naquele livro, que ambicionava ler, acomodar-me num sítio aprazível e desfrutar da história sem pressa, é sempre um evento especial. Poder ouvir o ranger do virar das páginas despreocupada com os movimentos circulares dos ponteiros do relógio, saboreando cada parágrafo, cada capítulo, é uma bênção. O final da história consuma sempre um momento especial, independentemente da satisfação da narrativa, representa sempre o término duma etapa bem-sucedida.
As leituras de verão são para mim momentos de escapismo, de libertação das rotinas, de acalmia.
Como sugestão de leitura, destaco três dos últimos romances que li, escritos por três escritoras de Clubes literários que integro:
 “O outro olho da coruja” da autora Rafaela Lacerda”,
“Pacto” da autora Ana Paula Toledo;
“O diário (não tão secreto) de Yasmim” da autora Michelle Paranhos.
Três obras que se tocam na narrativa (envolvente, com elementos de mistério, humor ou reflexão) e na exploração do universo interno dos personagens (as emoções, os dilemas e os sonhos).

Alexandra Ferreira é autora de Sombras com Rosto (romance, 2019) e de Um Verão Sem Ti (antologia de contos, 2023). Portuguesa, natural de Viseu, reside no Porto. É engenheira civil, pós-graduada em Direção de Empresas e mestre em Engenharia Rodoviária. Integrante do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL) e do canal Liga dos 7, no facebook. Escreve para revistas literárias e clubes de leitura. Participa, ativamente, de congressos, sendo coautora de diversos artigos científicos.
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*CLIQUE NAS PALAVRAS COLORIDAS (BIOGRAFIA E NOTA DE RODAPÉ).