quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

 

CRISÓSTOMO 
 
Frases começadas com A: uma para cada dia do mês. 

01|A prevenção é o melhor remédio.
02|A propaganda é a alma do negócio.
03|A propósito…
04|A própria!
05|A quem interessar possa.
06|A recíproca é verdadeira.
07|A repetição é a mãe do aprendizado.
08|À sete palmos.
09|A sorte é filha do preparo com a oportunidade.
10|A tendência é só melhorar. 
11|A tendência é só piorar.
12|A tentativa é livre.
13|A toque de caixa.
14|A última bolachinha do pacote.
15|A última Coca-Cola do deserto.
16|A última dança.
17|A última pá de cal.
18|A união faz a força.
19|A única certeza da vida é a morte.
20|A única coisa que ninguém pode te tirar é o conhecimento.
21|A vaca foi pro brejo!
22|A verdade dói.
23|A verdade nua e crua.
24|A verdade que não quer calar.
25|A vida é bela.
26|A vida é boa, a gente é que complica.
27|A vida é um sopro.
28|A vida é uma caixinha de surpresa.
29|A vida é uma só.
30|A vida é uma vela.
31|A vida, como ela é.

 Mês que vem tem mais!

Natural de Alvorada, RS, Deodato Júnior é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). Escreve, realiza palestras e já foi motorista de aplicativo — período que serviu de laboratório para várias de suas histórias. Criativo e versátil, o autor costuma criar diferentes pseudônimos para suas obras. São os casos de Salomaucriado para os livros O Lobisomem do LeprosárioProvérbios de Salomau e Teste Vocacional para Motoristas de Aplicativo e; de Crisóstomo, nas obras A Bruxa da Bom JesusHistórias que até Zeus duvida e Boca Braba.
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N.E. Frases retiradas do livro Boca Braba (Editora Meia-noite, 2025).
Clique aqui e leia outras postagens das frases de Crisóstomo.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

  

A FIGUEIRA

  

Eu a olhava de  baixo para cima 
Sentindo toda energia e magnitude centenária 
Que brotava em seus galhos 
Sua copa arremetia a uma coroa ancestral 
Transmitindo sabedoria e esplendor 
Fico imaginando quantas pessoas ali 
Passaram entre suas sombras 
Quantos piqueniques já acolheu 
Quantos casais a enamorar
Quantas pessoas a se abrigarem 
Por isso, ao passar  não deixo de reverenciar
Pois quantas oferendas e quantos pedidos com
diversas energias por ali passaram contemplando 
A sagrada majestade a "Figueira". 
 
Morador de Porto Alegre, RS, Rony Moreira é professor, poeta e radialista. Autor da fábula MACHADINHO: O PINTINHO SONHADOR, tem vários textos publicados nas coletâneas VOZES ALVORADENSES e 20 POEMAS PARA NOVEMBRO (Volumes 1, 2 e 3).
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Poema, A FIGUEIRA, de Rony Moreira
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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

 

A CULTURA

 
A cultura canta e encanta
ama e refaz
nutre  e se satisfaz
A cultura
tem paixão
amor e atração
A cultura
é misteriosa
ardente e sorridente
A cultura
sobrevive das pessoas que
acreditam nela
na resistência, como uma fênix,
A cultura
é a força do povo,
das comunidades, das periferias
A cultura
é a base daqueles que confiam. 
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Poema A CULTURA de Cristina RibeiroJade Poeta. A autora mora em Alvorada, RS, e é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA).
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1 9 7 0
Parte I
Penso em morte, penso em 1970, penso em morte por afogamento.
Péssimos pensamentos, considerando que nasci no final nos anos 1970 e, portanto, não deveria pensar em uma época que só existe para mim por meio de informações da internet, filmes e séries.
Mas... sempre que penso naquele período, sinto como se o sol tivesse aquecido minha pele por algum tempo, sinto que não tinha muito dinheiro, que vivia em uma cidade enorme e, de vez em quando, acho que me envolvi em alguns crimes. Não de todo um mau caráter, mas um pouco, talvez dobrasse as regras conforme visse necessidade. Acho que foi o meu fim naquela década. Talvez.
Me lembro bem de um escritório que visitei em pensamento, era amplo, várias mesas espaçadas com tampo de laca verde claro, muitos papéis e vários cinzeiros. Deus, até sinto vontade de fumar e cumprimentar alguns amigos, Pedro, o sr. Freitas, o sr. Zeferino e fumar com eles enquanto tomamos café preto e conversamos sobre o trabalho. Pedro e sua esposa doente, Freitas e suas duas amantes com saídas semanais para ir ao cinema. O sr. Zeferino, velho demais para contar causos da esposa, mas muito rápido para jogar no bicho e fazer outras apostas. Jogava sinuca muito bem, eu lembro, quando penso nisso.
Estão todos mortos hoje, eram homens com cerca de quarenta ou cinquenta anos, não os vi mais aqui, a não ser quando penso nos anos 1970 em uma época que não vivi. Bons tempos. Não sei se concordo com essa afirmação o tempo todo. Eu era pobre, tenho certeza disso. Era inconstante, era solitário e vivia observando as pessoas que passavam na rua em frente a casa em que vivia em um bairro mais afastado. Tinha um murinho baixo de tijolos aparentes, dava para olhar as moças, os rapazes, de vez em quando a polícia passava. Ninguém ficava parado muito tempo em lugar nenhum. Ficava ali, observando, pensando, fumando.
Mais tarde, naqueles dias, saía de casa, um lar vazio, a esposa tinha ido embora com meu único filho já fazia algum tempo, no final dos anos 1960, e dessa época não sinto saudade alguma. Como dizia, saia de casa, pegava um ônibus, ia até uma casa noturna na zona norte, no Sarandi. Tinha uma mulher que eu visitava de vez em quando, quando tinha algum dinheiro já separado pra isso. Pra comprar o pão às vezes me faltava.
Ela se chamava Solange, era loura, tinha o cabelo crespo, muito ondulado, olhos castanhos claros e a boca com um batom vermelho forte. Nem sempre gostava de me ver, acho. Enjoara de mim, mas não eu dela. Nem pra cerveja eu tinha, então ia direto aos finalmentes. Depois, perguntava alguma coisa sobre ela, sobre a vida, se era casada, se tinha alguém. Ela punha o robe fino, escondia o corpo e sua intimidade. Apenas abria a porta e eu ia embora.

Ben Schaeffer é escritor, advogado e contador. Natural de Porto Alegre, reside em Alvorada, RS. Ávido leitor, lê vários gêneros, desde livros de ficção científica, de fantasia e de mistério até histórias em quadrinhos. É autor do livro Dan Plaggo Porto das Bruxas e da série Histórias do Reino de Puphantia (O Grande Assalto e Os Fantasmas de Puphantus).  

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Conto, do autor, 1970.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

- BAGUNÇA E ARRUMAÇÃO 
Nathiele Fagundes é contadora de histórias e autora dos livros infantis CADA PEDAÇO MEU e BAÚ DE HISTÓRIAS MANEIRAS. A escritora é historiadora, especialista em História e Cultura Afro-Brasileira e está cursando pedagogia. Mora em Alvorada, RS (nathicontandohistorias@gmail.com). 
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História infantil, BAGUNÇA E ARRUMAÇÃO, da escritora e ilustradora Marilia Pirillo. 
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SÉRIE NA PRANCHETA
Desenhando 
O escritor Adão de Lima Jr. é ilustrador, editor e quadrinista. (Mora em Alvorada, RS). 
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Postado, pelo artista, no dia 10 de novembro de 2025, em seu canal do YouTube.
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Após muitas doses de uísque o meu ânimo para a insana missão estava ótimo. Fui até a casinha de ferramentas e peguei a marreta. Era pesada, mas não de uma forma que atrapalhasse o seu manuseio. Coloquei-a no ombro, segurando seu cabo com as duas mãos, como um soldado segura um rifle durante a marcha no dia da pátria, saí pela porta da frente e dei uma boa olhada na figueira antes de ir. Disse pra mim mesmo que depois daquela noite nunca mais iria lembrar dela e da vila, que o passado iria ficar onde jamais deveria ter saído. Comecei a caminhada apenas aceitei pensamentos práticos a respeito, iria até o local, quebraria a pedra e o altar, voltaria pra casa como se nada tivesse acontecido, e depois iria embora com a sensação de dever cumprido. Eu não acreditava em nada de mundo dos sonhos, ou histórias de terror de ingênuas pessoas do interior, acreditava sim em traumas de infância e bloqueios mentais, em simbolismos que construídos na nossa infância perduram pela vida adulta nos influenciando sem percebermos. E eu desejava quebrá-los, estar livre dos meus traumas, do meu velho pai bêbado batendo na minha mãe, e das minhas fugas pra figueira, onde, pensava eu, estava longe dele e de todo o mal. Meu pai não tinha sido apenas uma pessoa gentil e serena, apenas eu não queria aceitar isso. Ao chegar no final da trilha o altar e a pedra estavam, como só poderia ser, exatamente como quando os deixei mais cedo. A floresta, que cada vez parecia menos opressora e mais afável, estava exalando um cheiro levemente pútrido, com certeza vinha do pântano. Depois de me aproximar fiquei ainda um tempo pensando sobre as minhas próximas ações e o contexto todo. Seria uma idiotice tudo aquilo?Concluí que poderia ser, mas o ato não teria impacto nenhum no mundo, além de efeitos psicológicos em mim. Respirei fundo, ergui a marreta o mais alto que pude, e, por fim, desferi o golpe que iria quebrar todo o mistério dos meus sonhos. Quando a pedra finalmente rachou eu senti toda a vibração do impacto em uma onda de choque se espalhou, e em um instante ínfimo eu pude ver. Era um mundo escuro e decadente, ele estava vagando pelo vácuo do nada há muito tempo. Logo após cair do céu, a sua condição agarrou-se às primeiras formas de vida que encontrou, aos seres unicelulares da água, aos pequenos animais e às plantas, às árvores e por fim toda aquela floresta, o pântano era onde pulsava-lhe a sua essência através do lodo negro, e a figueira até onde sua influencia atingia. Mas ele não podia sair de onde estava, porém, precisava alimentar-se, e a sua fome era grande. Eu vi animais e homens primitivos, velhos feiticeiros xamãs e padres, homens com roupas de outras épocas, e crianças sonhadoras. A pedra negra havia trazido das imensidões escuras do espaço uma maldição incompreensível e irresistível para os tristes de alma, e fracos de coração. 

CONTINUA...

Graduado em História, o escritor Everton Santos, autor do livro O SOL DOS MALDITOS, é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA) e coordenador dos eventos Feira Alternativa e Ensaio de Ruamúsico da banda de punk rock Atari e apresentador do canal, no youtube, Consciência Histórica. Mora em Alvorada, RS.

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Conto postado, em 25 de março de 2025, pelo autor, em seu blogue Contos do Horror Cósmico. 
Clique aqui e leia as outras partes do conto.
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