segunda-feira, 27 de abril de 2026

 

- SULWE
Nathiele Fagundes é contadora de histórias e autora dos livros infantis CADA PEDAÇO MEU e BAÚ DE HISTÓRIAS MANEIRASA escritora é historiadora, especialista em História e Cultura Afro-Brasileira e está cursando pedagogia. Mora em Alvorada, RS (nathicontandohistorias@gmail.com). 
_________________________
História infantil, SULWE, da escritora Lupita Nyong'o. 
Clique na imagem do autor nas palavras coloridas (Título, Biografia e Nota de Rodapé).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

 

SÉRIE NA PRANCHETA
 
(ou Arzach Harzack Harzac Harzakc) de moebius
O escritor Adão de Lima Jr. é ilustrador, editor e quadrinista. (Mora em Alvorada, RS). 
_________________________
Postado, pelo artista, no dia 26 de abril de 2026, em seu canal do YouTube.
  Clique na imagem do autor e nas palavras coloridas (Título, Biografia e Nota de Rodapé).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

  

A ESPERA
PARTE i
Estava no beco escuro, sentado sobre um carro velho abandonado enquanto fumava um cigarro. Recebera uma incumbência. Fazer a receptação das drogas com um parceiro de negócios. Mandaram que fosse sozinho, dando-lhe apenas um revólver trinta e oito e um boa sorte. Era parente do dono da boca, de confiança e esperto. Disseram tudo isso, mas afora a questão de ser realmente primo de Romildinho Humildão não achava que os demais adjetivos estivessem exatamente corretos. E outra, caso a polícia aparecesse o que ia fazer? Se ferrar sozinho, isso sim.
Tentara falar com Humildão, que simplesmente lhe dera um tapa na nuca e gritara o mandando fazer o que tinha ordenado. Sem muita opção, lá estava ele, fumando e bebendo enquanto esperava. Àquela hora a cerveja tinha acabado e cheirara uma carreira inteira antes pra dar coragem junto de um comprimido de Rivotril pra controlar o excesso que a coca tinha proporcionado.
Ouviu barulho vindo do caminho estreito que levava até o beco, era o som de passos suaves que ele esperava vir de uma tocaia. Querem é me matar, tô vendo. Gritou, questionando quem se aproximava e ouviu um miado em resposta. Porra de gato filho da puta. Depois do miado o animal apareceu finalmente, o rabo convertido em ponto de interrogação, o pelo rajado de um legítimo vira-lata. Afugentou o felino que foi embora com o rabo reto em exclamação, certamente ofendido com a falta de respeito.
Voltou a sentar sobre o capô do carro, ficou ali matutando. Onde tão esses caras? Demora do cacete, não cumprem horário não? Tenho mais o que fazer. Não tinha, mas achava que o tempo ocioso gasto em casa fumando e bebendo era mais útil do que ficar por ali na espera.
Voltou a lembrar da polícia. 
Certa vez, tinha sido pego em uma ronda pela brigada militar. Dissera uma gracinha pra um dos milicos que, em resposta, lhe dera com o cacetete em cheio no saco. Despencara no chão em seguida e desde então tinha dores frequentes nos ovos. Quase fizeram omelete, aqueles porcos. Fez uma careta, olhou para o relógio, que demora. Dá tempo de mais uma carreirinha. Deve dar, deve dar. Pegou o pacotinho que tinha no bolso, ajeitou tudo e cheirou a farinha branca rapidinho. O baque foi instantâneo. Viu estrelas no céu noturno como se o firmamento fosse coisa inteiramente nova.
Empolgou-se, fez alguns passinhos no beco escuro, fantasiou que dançava com a Dulce, morena do bairro e mulher do chefe, seu primo. Ô mulher dos infernos, vivia lhe provocando, sabedora de que se os pegassem o destino dos dois seria em latões em chamas, mas a mulher não se importava, lhe fazia gestos, andava com pouca roupa, até lhe acariciava a nuca de vez em quando. Mas me dar que é bom, dá não, dá não.

Ben Schaeffer é escritor, advogado e contador. Natural de Porto Alegre, reside em Alvorada, RS. Ávido leitor, lê vários gêneros, desde livros de ficção científica, de fantasia e de mistério até histórias em quadrinhos. É autor do livro Dan Plaggo Porto das Bruxas e da série Histórias do Reino de Puphantia (O Grande Assalto e Os Fantasmas de Puphantus).  

_________________________
Conto, do autor, A ESPERA.
 Clique na imagem do autor nas palavras coloridas (Título e Biografia).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

domingo, 26 de abril de 2026

 

JANELA DO STUDIO

 

Da janela do studio o sol declina sobre os telhados velhos a se deitar nas copas o silêncio se ilumina e o dia vai sereno a descansar No céu se espalha a luz que se refina qual ouro vivo pronto a se apagar a tarde em branda chama se inclina como quem sabe a hora de calar E eu diante do ocaso que se encerra recolho em mim o sopro da visão a paz que a luz derrama sobre a terra Pois nesse instante claro e derradeiro o verso nasce em mim puro e inteiro alimento vivo da minha inspiração

Sargento aposentado da Brigada Militar, Damião Oliveiraé graduado em Tecnologia de Gestão e Gerenciamento de Recursos de Polícia Militar, com pós-graduação em Ciências Jurídicas e Afins do Policiamento Comunitário. Natural de São Gabriel, o escritor, membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA), reside em Alvorada, RS. Autor de doze livros, é imortal de diversas academias de letras nacionas e internacionais. E, o criador do projeto Semeando Sonhos, Colhendo Realidades, o qual doa livros e e-books para escolas, associações e sociedade em geral. 
_________________________
Clique na imagem do autor e nas palavras coloridas (Biografia e Nota de Rodapé).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

 

SABER COM O CONHECER


Ah, há quem diga isto ou aquilo, entre o certo e o incerto.
Ah, há quem diga a verdade, verdadeiramente.
Ah, há quem diga mentiras e inverdades.

Ah, há quem utilize o predicativo do sujeito com afeto,
e o outro, em desafeto.
Ah, há quem narre a vida alheia
como se, de fato, a tivesse sentido.
E é somente o personagem
quem sabe, de fato, o que o tocou.

São tantos adjetivos,
tantas flexões do verbo em cada sujeito,
que o conto se alonga
e a existência do sentimento se torna escassa.

Simone Soares é escritora, educadora popular e embaixadora da Editora Plena Voz. A autora reside em Alvorada, RS, e, desde 2024, organiza, junto com artistas, apoiadores e escritores, a Feira Literária Independente em Alvorada. 

_________________________
Clique na imagem do autor nas palavras coloridas (Biografia e Nota de Rodapé).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

 

FRIO DA MADRUGADA 
É madrugada. Faz frio. Como em tantas outras noites, estou acordada. O sono fez sua trouxinha e saiu. Acordei sentindo frio, olhei no aplicativo do clima e vi que a temperatura marcava 11 graus. Não está exatamente muito frio, mas, estranhamente, o meu corpo sente essa temperatura como um gelo.
Puxei o outro cobertor para me aquecer, mas o sono permaneceu distante.
Ouvindo um galo cantar, me pergunto se ele sente frio, se canta porque gosta ou apenas por instinto…
É segunda-feira, dia de escrever minha crônica semanal. Penso na facilidade artificial das coisas, nos sentimentos efêmeros que se derretem como sorvete em um dia de verão.
Refletindo sobre os sentimentos guardados, os segredos não contados, os amores adormecidos que ainda não foram despertados, percebo que sou uma princesa presa dentro de uma torre alta e fria chamada solidão.
Seria tão fácil usar a IA para gerar alguns comandos e receber uma crônica pronta, mas onde ficam meu desabafo e meus sentimentos? E o frio que sinto? A inteligência artificial não saberia descrever isso, pois é tudo artificial.
Ela é como um suco feito de corante e açúcar, enquanto eu sou o glamoroso suco de laranja natural.
Estou, de fato, viajando na maionese (rsrs). O que quero dizer é que podemos usar a tecnologia como ferramenta, mas devemos expressar nossos sentimentos por nós mesmos. A IA não viverá nossos sonhos, não sentirá nossas dores e não saberá traduzir nossas alegrias. E, claro, ela vai corrigir este texto para mim; corrigir, sim, mas escrever não, porque são os meus sentimentos que quero colocar no papel virtual.
Mais uma vez, a vida virtual se impõe. Não há como fugir dela; até os amores se tornaram virtuais. É mais prático, dá menos trabalho e não requer olhar nos olhos do outro enquanto se fala.
O namoro virtual não faz sentido, pois o corpo continua sentindo frio, o coração está triste e solitário, e a alma, vazia. Tantos sentimentos a serem oferecidos, mas a quem?!
Quem realmente quer tentar, abraçar, beijar e cuidar de alguém? Eu.
A madrugada morre lentamente, para que um novo dia possa nascer, e eu aqui, acordada, esperando, estranhamente, não sei o quê…
Residente de Alvorada, RS, a escritora Ironi Jaeger é coordenadora do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL), roteirista do Coletivo Vira-Cena e membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). É autora dos livros O Segredo da Família Romans e Recomeços (Coleção 12 Livros Para Atravessar Um Ano).
________________________
Crônica, FRIO DA MADRUGADA, postada, em 16 de junho de 2025, pela autora, em sua página no Facebook. 
Clique na imagem do autor nas palavras coloridas (Biografia e Nota de Rodapé).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo:

 

O LAIÁ LAIÁ E O SAMBA 

 
Ah! Quanta cumplicidade entre nós
lembras do primeiro encontro?
Ele surgiu de uma ausência, surgiu de algo que faltou
e de repente estávamos ali entrelaçados,
amalgamados em uma simbiose profunda.
Você povoando a minha boca,
se infiltrando em minha memória.
estive em outros encontros de bambas,
sendo corda ou caçamba
mas Você “laia laiá” é constante
mantendo a magia do instante
que uma letra foge do cantor
e a batucada segue com fervor
pois o samba não pode morrer.
_________________________
Poema O LAIÁ LAIÁ E O SAMBA de Daniel Machado. O autor mora em Alvorada, RS, e é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA).
Clique na imagem do autor nas palavras coloridas (Nota de Rodapé).
Deixe seu nome
 e comentário 
abaixo: