quinta-feira, 19 de março de 2026

 

EU DESCOBRI ALGO EM MIM


Descobri algo em mim
Que estava adormecido,
Ofuscado
Pelo brilho e pelo eco do mundo externo.

Descobri que gestos e expressões
Falam tanto quanto as palavras,
Que o olhar nos ensina
A ler o mundo.

Que, ao nos refletirmos no espelho,
Nem sempre enxergamos
O que sentimos por dentro.

Descobri que a arte contagia
E que todos nós somos poetas,
Que vivemos, sorrimos e choramos,
Seja na alegria, seja na tristeza.

Descobri, talvez,
Que não posso entrar no coração do outro
Sem que me seja permitido.

Ah, descobri também
Que tudo é movimento,
Que a escuta esculpe,
E que cada um de nós
É artista de si,
Estilista da própria existência.

Simone Soares é escritora, educadora popular e embaixadora da Editora Plena Voz. A autora reside em Alvorada, RS, e, desde 2024, organiza, junto com artistas, apoiadores e escritores, a Feira Literária Independente em Alvorada. 

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Poema EU DESCOBRI ALGO EM MIM.
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quarta-feira, 18 de março de 2026

  

PAPO HEROICO 
O escritor Adão de Lima Jr. é ilustrador, editor e quadrinista. (Mora em Alvorada, RS). 
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Postado, no dia 18 de março de 2026, no canal do YouTube Grandes Heróis BR.
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SÉRIE NA PRANCHETA
O escritor Adão de Lima Jr. é ilustrador, editor e quadrinista. (Mora em Alvorada, RS). 
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Postado, pelo artista, no dia 30 de outubro de 2025, em seu canal do YouTube.
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- QUINZINHO
Nathiele Fagundes é contadora de histórias e autora dos livros infantis CADA PEDAÇO MEU e BAÚ DE HISTÓRIAS MANEIRASA escritora é historiadora, especialista em História e Cultura Afro-Brasileira e está cursando pedagogia. Mora em Alvorada, RS (nathicontandohistorias@gmail.com). 
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História infantil, QUINZINHO, do escritor Luciano Ramos. 
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MANHÃS ENSOLARADAS

 

Nas manhãs ensolaradas
acordo e escuto
o cantar dos pássaros
! nas manhãs nubladas
eles cantam também.

Cantam e encantam
as minhas manhãs
abençoando as minhas
Alvoradas.
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Poema MANHÃS ENSOLARADAS de Cristina RibeiroJade Poeta. A autora mora em Alvorada, RS, e é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA).
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O TOPO

 

Cheguei sem alarde ao alto da escada. Com os pés no chão, e a alma assentada. No topo, não tremo. No topo, flutuo. Com raízes na terra, e o olhar no recuo. Não foi só dinheiro, nem sorte que veio. Foi tempo, foi rumo, foi luta no meio. E assim permaneço, sereno no foco. Não apenas cheguei. Eu sou o topo.

Sargento aposentado da Brigada Militar, Damião Oliveiraé graduado em Tecnologia de Gestão e Gerenciamento de Recursos de Polícia Militar, com pós-graduação em Ciências Jurídicas e Afins do Policiamento Comunitário. Natural de São Gabriel, o escritor, membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA), reside em Alvorada, RS. É autor dos livros Sonetos para Deus, Buquê de Flores Pinhal em VersosE, o criador do projeto Semeando Sonhos, Colhendo Realidades, o qual doa livros e e-books para escolas, associações e sociedade em geral.  
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Poema O TOPO
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PRÉ-POEMA 

 
Quis fazer um poema.
Busquei incansavelmente as palavras,
mas elas fugiram de mim e se esconderam
no brilho dos teus olhos no exato momento em que
te vi.
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Poema PRÉ-POEMA de Daniel Machado. O autor mora em Alvorada, RS, e é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA).
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sábado, 14 de março de 2026

 

O RECOMEÇO TEM SEU PRÓPRIO SOM 
O dia 6 de março acaba de ganhar um novo significado no meu calendário pessoal: o dia em que o mundo decidiu "ligar o som" novamente.
​Sair do silêncio absoluto para o caos sonoro do cotidiano é uma aventura digna de uma crônica.
O meu cérebro, coitado, passou três anos em um retiro espiritual forçado e agora está tentando processar tudo de uma vez, elegendo o meu coração como o "baterista principal" da banda.
​Dizem que quem espera sempre alcança, mas ninguém me avisou que, depois de três anos de silêncio absoluto, o"alcance" viria com o volume no 11.
No dia 6, o mundo não apenas voltou a existir; ele resolveu gritar "Bom dia!" direto no meu tímpano através de um pequeno e tecnológico milagre encaixado na orelha.
​A primeira coisa que descobri é que meu cérebro é um tanto quanto egocêntrico. Na falta de sons externos, ele se apegou ao que tinha à mão — ou melhor, ao que tinha no peito. Agora, para ele, o som mais importante do universo é o meu próprio coração. Tum-tum. Tum-tum.
É como se eu vivesse dentro de um metrônomo humano. Se eu me emociono, a trilha sonora vira um filme de ação; se relaxo, vira um blues lento. O mundo lá fora que lute para competir com o meu ritmo cardíaco.
​O processo de "reouvir" é uma comédia de erros sensoriais. Meu cérebro olha para o barulho da geladeira e pergunta: "Quem é esse estranho?". Eu respondo: "É só o motor, sossega". Ele ouve o som de uma chave na fechadura e entra em pânico, achando que é o início de uma sinfonia de Beethoven.
​É um aprendizado de etiqueta sonora. Estou ensinando meu sistema nervoso a ignorar o bater de uma porta e a focar na voz de quem amo.
É como se eu estivesse apresentando velhos amigos a um anfitrião que ficou isolado por tempo demais e agora acha que o barulho de um garfo no prato é um evento de gala.
​Aos poucos, o incômodo vira música. O que antes me assustava, agora me faz rir. O coração, esse solista insistente, vai acabar aceitando que não é a única estrela do show.
Enquanto isso, vou curtindo essa audição "mista" um pouco de mundo, um pouco de mim e a certeza de que voltar a ouvir não é apenas recuperar um sentido, é redescobrir que a vida, mesmo barulhenta e atrapalhada, tem uma sonoridade linda.

Residente de Alvorada, RS, a escritora Ironi Jaeger é coordenadora do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL), roteirista do Coletivo Vira-Cena e membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). É autora dos livros O Segredo da Família Romans e Recomeços (Coleção 12 Livros Para Atravessar Um Ano).
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Crônica, O RECOMEÇO TEM SEU PRÓPRIO SOM, postada, em 08 de março de 2026, pela autora, em sua página no Facebook. 
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