segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025
sábado, 22 de fevereiro de 2025
No dia 08 de março de 2024, a escritora foi entrevistada no canal Rosemar Silva, no YouTube.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025
SÉRIE MEMÓRIAS
Autores, em 2009, frente à banca do Clube dos Escritores, na Feira do Livro de Alvorada:
Foto histórica: Escritores do CEA
SÉRIE MEMÓRIAS
Em 2009, o Clube dos Escritores de Alvorada recebeu o título de Amigo da Feira do Livro de Alvorada:
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025
Anteriormente eu havia explanado em uma introdução das minhas crônicas da juventude sobre a concepção cosmológica aristotélica. Sendo o universo uma máquina que funciona de forma integrada e harmônica todos nós nasceriamos com posições já definidas para ocupar nessa ordem. Quanto mais conseguimos nos ajustar a essa condição, mais manifestamos a “eudaimonia”, termo que Aristóteles cunhou para explicar o que podemos entender por realização pessoal.
Desta maneira, quando um artista é obrigado a em algum tempo de sua vida a dedicar-se a atividades diferentes da sua, acaba manifestando a tristeza, pois esta fora de seu lugar no cosmos. Mas quando exerce sua expressão artística e de sua interação com o público surge a alegria, podemos dizer que este ser humano manifesta um sintoma ainda com mais extensão: a felicidade.
Cada um de nós viria com um dom para o mundo, uma virtude especifica e particular que contribui para o todo universal, e o fogo disto em nossas mãos é uma batalha por glória e afirmação, onde buscamos a todo tempo por sentimentos confusos como prazer e satisfação. O que pensei em trazer em minhas histórias é um pouco do dom de cada um que passou por mim, que com seu brilho contribuiu para o cosmos de maneira particular e única.
A era moderna viria a provar que universo não é cosmológico, mas a relação de bons afetos com o mundo ainda é feita por uma leitura de integração com a natureza, mesmo que seja em seus desdobramentos caóticos. Logo, escrevo com referencias poéticas, sobre as loucuras que fizemos em tempo e lugar desolados, mas nós enxergamos estrelas no chão da cidade.
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No inicio dos anos 2000, época que todas as minhas aventuras começam, havia uma pequena casa de dois andares no alto do morro nos limites da cidade de Alvorada. Era um lugar abandonado de propriedade da família de um amigo. Assim como a praça da 48, a “casinha” é um cenário constante em histórias do passado. Lá nos encontrávamos à luz de velas, bebíamos e cheirávamos solvente, não haviam drogas pesadas. Na verdade eram realizados verdadeiros sabás, pessoas de diferentes pontos da cidade se dirigiam até lá, entre punks de Porto Alegre, hipies e desajustados como eu.
O movimento underground da época existia como uma decadente lembrança dos anos 80 e 90, e nós refletíamos ainda ecos dessa época. Entretanto tudo o que foi feito tinha referencia a depressão da cidade: desemprego, pobreza, exclusão social, etc. Assim em nossos encontros além da loucura frenética havia o pano de fundo de uma sociedade falida onde a realidade teve que ser criada o tempo todo. Uma casa abandonada teve que transforma-se em nosso santuário, e em noites inesquecíveis contamos uns para os outros sobre nossas vidas.
A casinha ficava no alto de um morro, quem olhar de longe em algum ponto de Alvorada para o leste, pode notar até hoje uma gigante caixa de água da empresa estatal CORSAN. Era exatamente nesse ponto. Nos dirigíamos pra lá em caravanas a pé, entre cinco a oito pessoas. Ao chegar no lugar pela primeira vez tive a impressão de que era uma bobagem estar em uma casa abandonada sem luz elétrica. Algumas pessoas estavam sentadas bebendo, havia uma cama velha com um coração desenhado próximo a ela, seria a “cama do amor”. Uma garota me pediu cigarros, eu como sempre não tinha. Um amigo gritou algo do andar de cima, a noite estava começando.
La me contaram coisas intrigantes sobre o antigo dono da casa que seria um pesquisador acusado de loucura, e também sobre magia Wicca, meditação e transferência de pensamento, as histórias sobre as lendas do rock sempre apareciam com uma mística que hoje não temos na época da internet. A quebra do paradigma era uma constante em nosso meio, e a música era uma extensão de um estilo de vida.
A busca do prazer a todo o custo não raras vezes deixa um vazio maior dom que podemos suportar, haviam histórias de depressão, grandes paixões, suicídio, HIV, morte e sumiços.
Para entrar na casinha após uma longa caminhada bastava ultrapassar uma cerca quebrada de madeira.
Certa vez decidimos fazer uma sopa. Arranjamos uma grande panela, legumes, um pouco ou quase nada de carne. Nesta noite olhando o fogo reparei que minha amiga “Maninha” me parecia uma feiticeira. Minha alucinação era uma viagem que eu realmente conseguia refletir dentro. Um outro amigo, chamado “Urso”, em virtude de seu tamanho, se postou a minha frente, reparou que eu estava deslumbrado com tudo e totalmente sugestionável. Ele pegou algo em sua mão e ateou fogo, com uma a pequena chama entre os dedos, engoliu o objeto como se fosse uma pipoca flamejante. Eu olhei assustado, e me mostrou uma tatuagem que tinha em seu braço, era um circulo com algo dentro e algo fora. Finalmente com ar solene de um xamã se pronunciou:
— Isto representa o lugar de onde eu vim, e este risco fora do circulo é minha queda do céu para o mundo.
Naquela noite, entendi que éramos como anjos caídos. Eu não conseguia dizer muita coisa naquele tempo, minha posição era de aprendizado. Em tempos assim aprendemos tudo que se precisa para amar o mundo, o resto a ciência e a técnica ensinam. A casinha esta na minha lembrança como o lugar que a liberdade da juventude só podia levar a espíritos como foram os nossos. E em algum lugar ainda queimamos na fogueira daquelas noites...
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025
REALIDADE
Vou contar uma história,a mais pura realidade.Cancelaram a feira do livro,em nossa linda Cidade.Queremos a nossa cultura,para seguir a tradição.Precisamos de ajuda,para a nova geração.Em oito de Dezembro,fizemos a nossa apresentação.Cada um fez a sua parte,estendeu a sua mão.Na cidade de Alvorada,existem muitas Celebridades.Só queremos conquistar,a nossa felicidade.Continuo seguindo em frente,por que não pretendo parar.Ainda tenho a esperança,do meu sonho realizar.
A escritora Ironi Jaeger é coordenadora do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL). Mora em Alvorada, RS.
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Crônica postada, em 23 de dezembro de 2024, na página Liga dos 7, no facebook.
O SEGREDO DAS TRILHAS
Ah! Secretas trilhas sonorasque embalam minha incompletudealimentando-se de receiosjá sem guaridas em meus anseios.Ser poeta é se encantar com pássaros, abelhas e borboletasmesmo diante do jardim prestes a ser destruído.É se embriagar com alegrias,mesmo com dias contidospela inépcia do homemque (Des)conjuga o verbo AMAR.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2025
MOVIMENTO DE TRANSFORMAÇÃO
Na retrospectiva de anos, meses e dias,
Abraçados com lealdade, assim é a educação popular.
Movimentos que agitam as massas,
Emancipando o sujeito em busca de seus direitos.
Esses sujeitos, esquecidos, tornam-se oprimidos,
Por atos extremistas e capitalistas,
Que alimentam o fascismo predominante.
Como nos calar diante de tanta injustiça?
Quando a mãe vulnerável sofre,
Em meio à pobreza, ao sem-teto, à falta de alimento,
Às oportunidades que nunca chegam.
Os votos, antes secretos, hoje são moeda de troca,
Os problemas estão em cada esquina,
A enchente de 2024 inundou nossos corações de tristeza,
Mas o diálogo e a escuta devem ser eficazes e afetivos.
Movimentos de transformação,
É nossa missão: equidade, respeito,
Fé em Deus, amorosidade, compaixão.
Gratidão a cada educador,
Que se doa a essa missão,
Acreditando na metodologia de Paulo Freire,E capacitando os cidadãos para a mudança.