quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

 

SOLO ÁRIDO 

 
Aridez, deserto entranhado
no escopo de uma alma translúcida
subjetividade  assolada  em escombros
o ser de ontem amalgamado com  reminiscências
e um futuro já não tão incerto.
O livro distópico de 1935
trazia com afinco verdades palpáveis
atemporais no jornal da manhã.
O livro era atual ou não mudamos
como me disse um amigo?
Sangro com que vejo.
Sangro com o que ouço.
Sangro por perder desejos e ensejos
em um gracejo de palavras não ditas
proscritas mal(ditas).
A cigarra canta freneticamente
indiferente ao fim que se aproxima,
me perco na rima
no olhar da bailarina
que já não dança em meus sonhos
pulverizados pela minha descrença.
_________________________
Poema SOLO ÁRIDO de Daniel Machado. O autor mora em Alvorada, RS, e é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA).
Clique na imagem do autor nas palavras coloridas (Nota de Rodapé).
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