Aridez, deserto entranhadono escopo de uma alma translúcidasubjetividade assolada em escombroso ser de ontem amalgamado com reminiscênciase um futuro já não tão incerto.O livro distópico de 1935trazia com afinco verdades palpáveisatemporais no jornal da manhã.O livro era atual ou não mudamoscomo me disse um amigo?Sangro com que vejo.Sangro com o que ouço.Sangro por perder desejos e ensejosem um gracejo de palavras não ditasproscritas mal(ditas).A cigarra canta freneticamenteindiferente ao fim que se aproxima,me perco na rimano olhar da bailarinaque já não dança em meus sonhospulverizados pela minha descrença.
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Poema SOLO ÁRIDO de Daniel Machado. O autor mora em Alvorada, RS, e é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA).
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