É madrugada. Faz frio. Como em tantas outras noites, estou acordada. O sono fez sua trouxinha e saiu. Acordei sentindo frio, olhei no aplicativo do clima e vi que a temperatura marcava 11 graus. Não está exatamente muito frio, mas, estranhamente, o meu corpo sente essa temperatura como um gelo.
Puxei o outro cobertor para me aquecer, mas o sono permaneceu distante.
Ouvindo um galo cantar, me pergunto se ele sente frio, se canta porque gosta ou apenas por instinto…
É segunda-feira, dia de escrever minha crônica semanal. Penso na facilidade artificial das coisas, nos sentimentos efêmeros que se derretem como sorvete em um dia de verão.
Refletindo sobre os sentimentos guardados, os segredos não contados, os amores adormecidos que ainda não foram despertados, percebo que sou uma princesa presa dentro de uma torre alta e fria chamada solidão.
Seria tão fácil usar a IA para gerar alguns comandos e receber uma crônica pronta, mas onde ficam meu desabafo e meus sentimentos? E o frio que sinto? A inteligência artificial não saberia descrever isso, pois é tudo artificial.
Ela é como um suco feito de corante e açúcar, enquanto eu sou o glamoroso suco de laranja natural.
Estou, de fato, viajando na maionese (rsrs). O que quero dizer é que podemos usar a tecnologia como ferramenta, mas devemos expressar nossos sentimentos por nós mesmos. A IA não viverá nossos sonhos, não sentirá nossas dores e não saberá traduzir nossas alegrias. E, claro, ela vai corrigir este texto para mim; corrigir, sim, mas escrever não, porque são os meus sentimentos que quero colocar no papel virtual.
Mais uma vez, a vida virtual se impõe. Não há como fugir dela; até os amores se tornaram virtuais. É mais prático, dá menos trabalho e não requer olhar nos olhos do outro enquanto se fala.
O namoro virtual não faz sentido, pois o corpo continua sentindo frio, o coração está triste e solitário, e a alma, vazia. Tantos sentimentos a serem oferecidos, mas a quem?!
Quem realmente quer tentar, abraçar, beijar e cuidar de alguém? Eu.
A madrugada morre lentamente, para que um novo dia possa nascer, e eu aqui, acordada, esperando, estranhamente, não sei o quê…
Puxei o outro cobertor para me aquecer, mas o sono permaneceu distante.
Ouvindo um galo cantar, me pergunto se ele sente frio, se canta porque gosta ou apenas por instinto…
É segunda-feira, dia de escrever minha crônica semanal. Penso na facilidade artificial das coisas, nos sentimentos efêmeros que se derretem como sorvete em um dia de verão.
Refletindo sobre os sentimentos guardados, os segredos não contados, os amores adormecidos que ainda não foram despertados, percebo que sou uma princesa presa dentro de uma torre alta e fria chamada solidão.
Seria tão fácil usar a IA para gerar alguns comandos e receber uma crônica pronta, mas onde ficam meu desabafo e meus sentimentos? E o frio que sinto? A inteligência artificial não saberia descrever isso, pois é tudo artificial.
Ela é como um suco feito de corante e açúcar, enquanto eu sou o glamoroso suco de laranja natural.
Estou, de fato, viajando na maionese (rsrs). O que quero dizer é que podemos usar a tecnologia como ferramenta, mas devemos expressar nossos sentimentos por nós mesmos. A IA não viverá nossos sonhos, não sentirá nossas dores e não saberá traduzir nossas alegrias. E, claro, ela vai corrigir este texto para mim; corrigir, sim, mas escrever não, porque são os meus sentimentos que quero colocar no papel virtual.
Mais uma vez, a vida virtual se impõe. Não há como fugir dela; até os amores se tornaram virtuais. É mais prático, dá menos trabalho e não requer olhar nos olhos do outro enquanto se fala.
O namoro virtual não faz sentido, pois o corpo continua sentindo frio, o coração está triste e solitário, e a alma, vazia. Tantos sentimentos a serem oferecidos, mas a quem?!
Quem realmente quer tentar, abraçar, beijar e cuidar de alguém? Eu.
A madrugada morre lentamente, para que um novo dia possa nascer, e eu aqui, acordada, esperando, estranhamente, não sei o quê…
Residente de Alvorada, RS, a escritora Ironi Jaeger é coordenadora do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL), roteirista do Coletivo Vira-Cena e membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). É autora dos livros O Segredo da Família Romans e Recomeços (Coleção 12 Livros Para Atravessar Um Ano).
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Crônica, FRIO DA MADRUGADA, postada, em 16 de junho de 2025, pela autora, em sua página no Facebook.
Parabéns 👏
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