quarta-feira, 22 de julho de 2026

 

EM VIENA PARÁMOS PARA OUVIR
Ontem à noite, tive o privilégio de assistir a um concerto de música clássica, em Viena, que recriou os serões do século XVIII. Se compararmos os concertos do século XVIII com os atuais, encontramos muitos pontos divergentes e um ponto de contacto — a necessidade de evasão. No passado, as pessoas, quando iam a um concerto de música clássica, primavam por vestir-se com roupa elegante que dignificasse o evento. As mulheres vestiam, preferencialmente, vestidos compridos e os homens, smokings. O traje andava de mãos dadas com o requinte do espetáculo. Com o passar dos séculos, presenciamos uma banalização dos espetáculos, desvalorizando a importância da sintonia da vestimenta com a festividade. Hoje, em muitos casos, a imagem substitui aquilo que deveria ser essencial: a música. Vídeos e coreografias desviam a atenção do que realmente importa e tem valor. Num concerto de música clássica, com instrumentos de cordas e sopros, o foco está exclusivamente nos artistas que atuam “a solo” e exibem, sem artifícios, as suas capacidades perante um público que os avalia sem “maquilhagem”. A tónica é totalmente distinta — ouvimos a música com a alma e desfrutamos o momento com quietude. Não dançamos, não cantamos, não expandimos o que sentimos. Foi mágico ouvir músicas de Beethoven e Mozart, tocadas por músicos vestidos com requinte, numa sala de tetos trabalhados, com pintura de frescos e molduras florais. Mas o que mais me encantou foi a cumplicidade daquele momento, como se por instantes retornássemos no tempo. Saí daquele serão com a sensação de que o tempo pode ser suspenso quando a beleza é suficiente. Em Viena, cidade da música, por breves instantes, não fomos apenas espectadores — parámos para ouvir.

Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
Alexandra Ferreira é autora de Sombras com Rosto (romance, 2019) e de Um Verão Sem Ti (antologia de contos, 2023). Portuguesa, natural de Viseu, reside no Porto. É engenheira civil, pós-graduada em Direção de Empresas e mestre em Engenharia Rodoviária. A escritora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA), integrante do Festival de Literatura e Artes Literárias (FLAL) e do canal Liga dos 7, no facebook. Escreve para revistas literárias e clubes de leitura. Participa, ativamente, de congressos, sendo coautora de diversos artigos científicos.
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Crônica postada, em 16 de junho de 2026, pela autora, no canal Liga dos 7, no Facebook.
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AS QUATRO ESTAÇÕES.

 

Estou aqui imaginando com a força do pensamento. O outono está indo embora com o sopro do vento. O inverno está chegando, que não seja violento. Porque existe alguém morando ao relento. Depois, vem a primavera, com os cantos dos passarinhos. Eles começam a trabalhar, construindo os seus ninhos. Quando chega o verão, sinto boas energias. Porque o sol vem brilhando, até parece magia. Assim vamos vivendo, registrando a nossa história. Quem sabe, talvez um dia, alguém guarda na memória.

Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!

A escritora Maria Rosa, natural de Santo Antonio da Patrulha, é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA) e, reside em Alvorada, RS. Participou das coletâneas Livro do Trabalhador; Pérolas Ocultas; Somos Alvorada e; Raízes.  Em 2025, publicou o livro de poesia Maria Entre as Rosas, pela Editora Plena Voz. 
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O AQUI E O AGORA

 

Nos momentos... 
Que reviravoltas,
A vida der... 
Saiba perceber, 
Acordando a mente! 
Essa certamente, 
Trará relevância, 
E compreensão, 
E isso dará motivação, 
Para continuar, 
Tua Jornada, 
Depois de programada, 
Para ter sucesso, 
E ser transformada... 
Abrigará sua nova morada. 
  
Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
Janaína Rosa é natural de Porto Alegre e reside em Alvorada, RS. Cabeleireira, artesã, cantora e compositora, a escritora é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA). Começou escrevendo letras de músicas e poemas para o Instituto Ecovox. Em 2023, teve o poema Sintonia do Mar selecionado para o concurso Poeta Passageiro: poesia na viagem. A autora foi presidente da Associação de Músicos de Alvorada (AMUSA) e é vice-presidente do Instituto Alvorecer. No ano de 2025, teve o poema Bairro Passo do Feijó selecionado para a coletânea Alvorada por 60.
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terça-feira, 16 de junho de 2026

 

 

Alvorada cidade amada e atraente
do sol ardente, do passinho,
do cortadinho, da cultura envolvente.
 
Alvorada cidade amada que encanta
como a Lagoa do Cocão, como o Chimarródromo.
 
Alvorada cidade amada e amiga
60 anos ela comemora, acho que até tem gosto de amora.
 
Alvorada cidade amada
da casa mal-assombrada.
 
Alvorada cidade amada e potente
como a ONG do Povo
como a Cascata do Xangô, como o Ubuntu
como a Dudú Afro Coffee Break com as Pretas
como a professora Maria de Lourdes.
Amanhecer de Um Novo Dia, 60 anos ela comemora
             ALVORADA, cidade AMADA! 
  
Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
 A escritora Cristina Ribeiro, Jade Poeta, reside em Alvorada, RS, e é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA).
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Poema do livro ALVORADA POR 60: COLETÂNEA DE POEMAS ALVORADENSES, de 2025. 
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quinta-feira, 11 de junho de 2026

 

O recalque é um processo interno da nossa psiquê. Nele nós "recalcamos" experiências e memórias vividas que não têm mais importância. Ou seja: se você comprou algo no mercado vai guardar a imagem do rosto do caixa apenas o necessário em uma memória de curto prazo.
Entretanto há experiências de vida que pela intensidade o sistema do recalque não consegue dar conta. É como se uma parte da mente tivesse sido afetada ou deformada. Chamamos essas experiências de traumas.
O trauma atua como uma memórias latente no subconsciente, influenciando nosso comportamento, estado mental e até físico. Se manifesta em fobias, transtornos, distúrbios etc.
Recalcar um trauma é uma batalha diária onde é preciso cada vez mais, como diria Sócrates, conhecer a si mesmo. Superar um trauma é nosso desafio diário na busca pela consciência de si e da felicidade.
Quem insiste em viver em um passado que já morreu, acaba também morrendo, entretanto nós podemos ser bem maiores que os traumas que nos fizeram mal. É isso que eu desejo para todos nós.

Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!
Graduado em História, o escritor Everton Santos, autor do livro O SOL DOS MALDITOS, é membro do Clube dos Escritores de Alvorada (CEA) e coordenador dos eventos Feira Alternativa e Ensaio de Rua, músico da banda de punk rock Atari e apresentador do canal, no YouTube, Consciência Histórica. Mora em Alvorada, RS.
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Crônica, postada, em 25 de outubro de 2025, pelo autor, em sua página no Facebook.
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quarta-feira, 10 de junho de 2026

 

DO FUNDO DO BAÚ
Enquanto aguardo o atendimento na concessionária de energia elétrica, aproveito o ensejo pra te mostrar as origens de minha fixação em frases, ditados, provérbios populares, máximas, adágios, axiomas e gírias.
Neste momento de paciente espera, sem levar pro coração os transtornos que “a excelentíssima distribuidora de energia” tem causado à capital da solidariedade, trago à lume, resquícios de minha fragmentada construção linguística, iniciada nos idos dos anos oitenta, durante uma recessão braba, na qual, filas e mais filas se formavam, para receber o vale-leite do governo, na época do presidente Sarney.
Vamos lá! Tchê! Nem te conto! Tô mais faceiro que mulita em chuvisqueiro! Pra mim, que era mais grosso que dedo destroncado, esses provérbios caíram feito uma luva.
De fato, até a dona Candinha — aquela que, graças ao chicote do corpo, quando morrer, vai precisar de dois caixões — anda falando de bandeira despregada que, eu tomei tenência e agora sou um homem letrado, um verdadeiro cavalheiro. Vê se pode! Cada uma…
Desde que me embrenhei no emaranhado de ditados antigos, tenho aprendido um punhado de pulos do gato, que até Zeus duvida e nem tu acredita. Juro de dedinho! Verdade verdadeira! É vero! Que barbaridade!
No tocante a este que vos digita, desde piá, dava um dente para ficar na barra da saia de minha avó, pra ouvir dois dedos de prosa, lá na Caturrita, em Santa Maria, casa de madeira azul, onde moravam Dona Maria e seu José, meus avós maternos.
Bah! Tá louco! Saudade dói demais! Nossa! Valha-me Deus! Porque será que tudo o que é bom dura pouco? Não me pergunte onde fica o Alegrete!
Com efeito, uma nostalgia danada invade meu peito e o característico cheiro de naftalina, inebria minhas reminiscências literárias.
Bons tempos! Foi bom enquanto durou! Até porque, meus ascendentes já estão de bracinhos cruzados. Se é que, você me entende. Que Deus os tenha! Amém! Pelas barbas do profeta! Macacos me mordam! Danação! Pasmem os senhores! Por incrível que pareça, ambos, já apitaram na curva, cantaram pra subir, bateram a caçuleta, vestiram o paletó de madeira, foram pra cidade dos pés juntos, pro saco, pra banha, serviram arroz com galinha, cafezinho e chá com bolinho.
No entanto, os ditados que ouvi de meus avós, ainda estão tinindo em minhas orelhas de abano, feito o sino do padre João a badalar na velha capela da boca do monte.
Por este motivo, venho por meio deste bilhetinho, dar o pontapé inicial nesta saga exegética dos ditados que marcaram gerações e meu desiderato é que, ao ler estas linhas, a sabedoria de nossos antepassados, torne seu dia um baita dia, um dia e tanto, do tamanho do Rio Grande. 
Amém
Clube dos Escritores de Alvorada 25 anos!

Natural de Alvorada, RS, Deodato Júnior é motorista de aplicativo e palestrante. Criativo e versátil, o autor costuma criar diferentes pseudônimos para suas obras. São os casos de Salomau, criado para os livros O Lobisomem do Leprosário, Provérbios de Salomau e Teste Vocacional para Motoristas de Aplicativo e; de Crisóstomo, nas obras A Bruxa da Bom Jesus: Histórias que até Zeus duvida e Boca Braba.

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Crônica DO FUNDO DO BAÚ
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